Monday, May 04th, 2009 | Author: Cora Schueler

(Música de abertura: som de muitas águas mixado junto com a música de Jornal Nacional da Globo)

Carranca - Bom dia, toda a comunidade de água potável do Estado, córregos, rios e seus afluentes, quedas d’água, cachoeiras, lagoa se riachos, estamos aqui para mais um programa da nossa TV Águas Claras – Pela Educação, sustentabilidade e preservação da água do planeta. Recebemos aqui no nosso aquoso estúdio, a presença de uma figura quase folclórica da comunidade ribeirinha e que está se destacando na luta pela preservação da água. É com o som de muitas águas que vamos receber aqui: Dooooooona Baciiia! (Som de muitas águas é uma dinâmica que todos que estarão assistindo a peça serão convidados a participar, que é o som do estalar da língua dentro da boca aleatoriamente. Quanto mais rápido e mais forte, todos juntos faremos um som parecido com o de muita água caindo, chuva ou cachoeira)

Carranca - É um prazer ter figura tão popular e simpática, para a comunidade ribeirinha aqui em nosso Studio.

Bacia - O prazer é meu Dona Carranca, ser entrevistada por figura quase mitológica. Fico Lavada e banhada de alegria.

Carranca - Vamos lá D.Bacia: Quando é que a senhora começou a se interessar pela preservação da água?

Bacia- Ao longo dos anos eu comecei a observar que a paisagem nos rios estava diferente, a vegetação mudou, o rio alargou, os peixes diminuíram, até a cor de alguns rios mudou, alguns eram cristalinos hoje estão barrentos, então pensei: o que será que uma bacia de alumínio como eu pode fazer pelo seu lugar?

Carranca - Foi assim então que a Sra. virou uma militante pela preservação da água?

Bacia  - Pra começar D.Carranca, Eu sou uma Bacia! E como sou de alumínio eu sou muito durável e Já passei por todas as beiras d’água sergipanas que a senhora possa imaginar. De mão em mão, de roupa em roupa, acabei conhecendo bem a minha Xará: bacia hidrográfica.

Carranca - Interessante, agora me responda Dona bacia, me explique: O que é uma Bacia hidrográfica?

Bacia - Pois não, Bacia hidrográfica é a porção de terra banhada por determinado rio e seus afluentes! A palavrinha hidro, é de água, sabe? Uma bacia hidrográfica ou bacia de drenagem é o conjunto de terras que fazem o escoamento das águas que caem dos lugares mais altos para esse curso de água. É uma área geográfica e, como tal, mede-se em km².

Carranca – D Bacia, eu sempre tive curiosidade de saber, de onde vem as águas?

Bacia – As águas vem do nosso subsolo, armazenada durante milhões de anos nos aquíferos. As águas também vem das chuvas.

Carranca - A Sra. é uma sumidade mesmo não é D.Bacia? Agora me diga, e aqui em Sergipe existem muitas bacias?

Bacia - Seis minha cara, seis bacias, somos bem servidos de água D.Carranca

Carranca - A Sra. poderia nos dizer D.Bacia, o nome, dessas bacias?

Bacia - Pois não, D carranca, agora mesmo! são elas: Bacia do rio São Francisco, Bacia do rio Japaratuba, Bacia do rio Sergipe, Bacia do rio Vaza- Barris , Bacia do rio Piauí, Bacia do rio Real.

Carranca – E qual delas é a maior D Bacia?

Bacia – Sem dúvida querida a maior delas é a bacia Rio São Francisco, chamado o rio da integração nacional por que sua bacia compreende quatro estados da federação: Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas.

Carranca – Mas a Sra. é sabida mesmo não é D. Bacia, a Sra. podia me explicar melhor sobre o curso de água?

D Bacia – Claro , claro um rio é uma corrente natural de água que nasce e depois flui, anda, corre com continuidade e desemboca, termina.

D Carranca – A Sra. Falou nasce D.Bacia, um rio nasce?

D Bacia – É sim D Carranca, o nascimento do rio é quando as águas brotam do subsolo, os aqüíferos que nós já falamos antes, formando o curso d’água que é o rio, podem receber água que escoam das chuvas e também águas de outros riachos ou rios, aumentando o volume d’água daquele o curso.

Carranca  - Mas como é que de repente a água começa a ir pro mesmo lugar D.Bacia?

Bacia – Com a ajuda do terreno, do solo da terra D.Carranca, é que a gente pensa que a terra é redondinha com a gente vê nos livro não é? Mas o chão, o solo ele tem partes mais altas e mais baixas e isso define para onde vai o curso d’água sempre do lugar mais alto para o mais baixo. Vamos fazer uma simples experiência D.Carranca.

Vamos pegar esse pedaço de papel e vamos dobrar em “V” colocamos um pouquinho de água e ela vai escorrer de inclinarmos um pouquinho para frente ela vai escorrer mais rápido. É o jeitinho do terreno, que define o caminho, o curso do rio, sempre das áreas mais altas para as mais baixas.

Carranca - A Sra. Falou que o rio desemboca, como é isso D.Bacia?

Bacia - Desembocadura é onde o rio termina, onde as águas do rios se derramam.

Carranca – E ele se derrama onde?

Bacia – O rio deságua ou desemboca no mar, no lago, lagoa ou noutro rio. Esta é a maneira natural de um rio acabar. Acontece que alguns rios estão acabando por falta de cuidado do homem.

Carranca – Não diga D.Bacia, o que é que ele fez?

Bacia – Poluiu, encheu os rios de esgoto sem tratamento e o pior de tudo desmatou, acabou com a vegetação que nasce às margens dos rios, chamadas matas ciliares, que protegem os rios. Sem a vegetação o solo deixa de ser poroso e absorver a água, quando chove a água escorre lavando abrindo fendas no solo e levando para o leito dos rios muitos sedimentos, areia pedra cascalho.

Carranca – E é isso que faz o rio morrer?

Bacia – D Carranca eu digo que ajuda, porque os sedimentos se acumulando no fundo dos rios, diminuem sua profundidade e alarga suas margens, esse fenômeno é chamado de assoreamento. Que causa enchentes e acaba por contribuir  para a morte de um rio.

Carranca – D Bacia agora eu entendo ainda mais porque tem tanta gente se mobilizando a favor dos rios, é que se rio acaba, a água acaba, e como as plantas vão viver, os animais e principalmente as pessoas?

Bacia – E tem mais D.Carranca, a nossa energia elétrica vem das hidroelétricas que precisam de um rio para produzir essa energia renovável o Brasil é o terceiro país do mundo em aproveitamento de energia hidroelétrica ficando atrás apenas do Canadá e EUA, então a gente tem que cuidar bem dos nossos rios.

Carranca – Energia renovável a Sra. poderia nos explicar melhor D Bacia?

Bacia – A energia renovável é aquela que é obtida de fontes naturais, são conhecidas pela imensa quantidade de energia que contêm, e porque são capazes de se regenerar por meios naturais. As centrais hidroelétricas aproveitam a energia dos rios para funcionar uma turbina que move um gerador elétrico.

Carranca – D.Bacia esse assunto parece a energia renovável é inesgotável uma coisa puxa outra e tem tanto a aprender, eu como membro da população ribeirinha do São Francisco estou encantada com sua entrevista e breve a convidarmos outra vez para outros papos D Bacia. (Música de abertura, som de muitas águas mixado junto com a música de Jornal Nacional da Globo)

Bacia – Pois é D. Carranca o nosso criador o homem precisa preparar as futuras gerações para cuidar dos nossos recursos hídricos para que tenhamos vida próspera e longa no planeta!

Carranca – É por isso que estamos aqui D.Bacia, nós e este público maravilhoso de crianças, vamos abrir agora para as perguntas para D. Bacia.

Alguma pergunta?

Recadinho: Professor(a), Você pode adaptar e enriquecer essa pequena peça à realidade de sua Região, use também figuras, maquetes ou Datashow para ilustrar o que é ensinado. Seja ético e divulgue o site como fonte.

Um abraço!

Wednesday, February 25th, 2009 | Author: Cora Schueler

Certa vez no conjunto dos números Naturais, o número “1”. estava fazendo uma agradável leitura, quando descobriu que as distâncias no universo são medidas em bilhões, anos luz e ainda leu que o sol é uma estrela de 5ª grandeza, um tamanho que nem sequer poderia imaginar.

Acabando sua leitura, ele estava se sentido um número tão pequenininho, sem valor algum diante de números tão grandes e tão importantes. Começou a sentir vergonha de si mesmo e se isolava dos outros companheiros do conjunto. Ele só conseguia conversar com o zero, um zero só, porque se este número estivesse acompanhado com outros números a sua frente, ele não abria a boca.

O Zero então começou a consolar o “1” para que ele parasse com essa bobagem e citou o seu próprio exemplo, pois o zero que está à esquerda do um, não se sentia sem importância por representar o nada, que vem antes do “1”, alguém tinha que fazer este papel importante para a Matemática.

O número “1” deu razão ao Zero e começou a levantar a cabeça.

- Eu tenho muito valor! Eu sou o número “1”, o primeiro que surgiu e deu origem a todos os outros números naturais

O primeiro lugar, o poli position, o primeiro da lista, primeiro lugar nas competições, nos vestibulares, nos concursos, eu sou um verdadeiro motivo de orgulho público!

O zero percebendo que ele estava exagerando deu-lhe um banho de água fria dizendo:

- Nem tanto assim amigo “1” você vale “1” e vale pelo que é, no conjunto dos números naturais”.

Ah o Número “1” não gostou não, e começou a esbravejar com o Zero:

- Está vendo só! Você está dizendo que eu sou pouco, eu não sou não ta!

Os outros números existem pois são adicionados a mim!

Quando o número “2” ouviu isto ficou irritado com o “1” e também quis se valorizar:

- Olha “1” você parece um reflexo, pois todo número multiplicado por você é igual a ele mesmo! Eu não… sou um par, um casal, a forma que a natureza une as criaturas para procriar, eu represento uma belíssima história de amor e de preservação da vida! Na história da Arca de Noé, os animais entravam de dois em dois! Adão e Eva, tudo começou com o dois!

Mal terminara de falar o Número “3” atropela:

- Eu é que represento a vida, a origem. O Criador de todas as coisas se expressa na trindade.

Os animais colocam seus ovos com três elementos básicos, a clara, a gema e a casca. As células têm membrana, núcleo e citoplasma. Eu sou o máximo! Pois ”1” é pouco, “2” é bom e “3” é demaaaaais!!”

Pensem, quando o número “4” ouviu isto também deu o seu pitaco:

– Meu caro três eu é que sou demais, pois eu sou o dobro de alguém que já é tudo de bom!

O Número Cinco todo certinho também respondeu ao “4”:

- De cinco em cinco a contagem do tempo se estabelece, e o tempo é muito importante, todo mundo quer mais.

– Sinto muito “5”, disse o “6” você esqueceu que o tempo também é contado de meia e meia hora, não queira todo esse mérito só pra você! Fora isto, eu sou o rei das feiras livres e supermercados. O meia dúzia aqui é muito popular entre as mulheres meu caro!

Quando o número sete ouviu da popularidade do seis, disse bem alto mostrando sua superioridade: Grande coisa!, eu sou o símbolo milenar da plenitude. Em hebraico, uma das línguas mais antigas que existe o sete significa pleno!

O número “8” entra na briga apelando para sua forma:

– Plenitude? Se for pra fazer analogia, me joga de lado e você vai ver o infinito!

Gente a situação já estava insustentável, todos queriam provar que eram melhores que os outros! Mas, quando o número “9” chegou, mudou o rumo da conversa e disse:

-Estou muito feliz, por ser quem sou, eu poderia me queixar por estar quase lá e vir antes do “10”, mas me vejo como o caminho necessário a ser seguido, me vejo como o final do processo de uma série de adições para chegar lá no “10”. Mas para isso é preciso não desistir, continuar, perseverar e é preciso dar mais um passo, aquenta! Insiste! Só falta “1”!

O Número “1” veio correndo:

– Alguém me chamou?, Alguém precisa de mim?

O Número Dez então conciliador e amigo diz ao “1”

- Todos nós precisamos de você!

e explicou:

- O conjunto dos números naturais é uma seqüência que começa com o zero e não tem mais fim, nós somos o resultado da adição de uma unidade, ao número anterior.

Entende que você está dentro de todos nós e nós, em outros números maiores e que isto não vai ter fim. Todos nós temos o nosso valor e a nossa importância. Até o zero que parece nada, é muito desejado e necessário, arrisco até a dizer que ele está na moda: Zero de caloria, Zero de gordura trans!

Finalmente o número “1” perplexo, entende o valor que existe em ser o que é. E diz ao dez:

- “10” você, nos ajudou a entender o valor de cada um no conjunto, no todo, eu lhe sou muito grato! Agora entendo o porquê de você ser exatamente o que é, você avançou e chegou lá , seu entendimento é maior do que o meu. Mas agora não sou somente eu que estou contido dentro de você, me sinto “10” também, pois como disse o “9” tive a honra de participar do processo.

- Parabéns “1” Nota “10” pra você!!!

DEZ( Letra da música Dez)

Dez, amizade é dez, alegria é dez, dez é tudo de bom!

Dez é pra quem amar mais!

É pra quem criar mais, e pra quem sonhar muito mais!

Querer ser dez é vencer barreiras e superar-se, dar o seu melhor.

Dez é somar amor, multiplicar perdão e dividir a paz.

Dez, amizade é dez, alegria é dez, dez é tudo de bom!

Dez é pra quem amar mais!

É pra quem criar mais, e pra quem sonhar muito mais!

Querer ser dez é segurar a mão do outro e seguirmos juntos,

Dez é somar amor, multiplicar perdão e dividir a paz.


Sunday, February 01st, 2009 | Author: Cora Schueler

Discurso Fúnebre:

Homenageado: General Austárquio Bezerra

Naquele inverno chuvoso, soldados desfilam pomposos durante solene velório. Aquele mórbido evento solicitava demoradas homenagens: espadas brilhantes enfileiradas, atiradores lançavam bonita fumaça enquanto disparavam. Elitizada artilharia, demonstrava poderoso treinamento bélico, honrando importante defunto.

Merecidas homenagens! comentavam unânimes companheiros combatentes. Ilustríssimo General Austárquio Bezerra, politizado, pacificador mundialmente conhecido, praticava crédulo incansável, justiça social, enquanto Democrata Republicano

Momento difícil, submissos soldados, sargentos, tenentes costumavam intitularem-se: Patentes Austarquianas, gracejavam  respeitosamente enquanto passava amado General.

Existência secular, tornou-o tolerante, acessível, próximo. Aparentemente sisudo, entretanto conservava ternura enquanto falava. Doava-se ensinando, refletindo experiências próprias. Austárquio declarava constantemente: “Morrerei protegendo fronteiras interiores soberanas, pensamento independente”.

Outrora tivera humilde infância, silenciosa, enquanto acompanhava-o ríspido padrasto, tornara-se criança entristecida, durante infeliz época, portanto, falava pouquíssimo. Acontecendo posteriormente encantadora velhice, aprendeu extraordinária sabedoria. Liberando antiga amargura, automaticamente liberou também, enriquecedora linguagem. Morrera lúcido, levando consigo precioso centésimo – décimo aniversário comemorados conjuntamente familiares, amigos, colegas militares, formando multidão conquistada devido amorosa generosidade.

Figura pública apaixonante venerava setembros. Desfilava anualmente. Aquele honrado Militar, agora emocionava companheiros naquele derradeiro desfile. General Austárquio Bezerra deixou-nos saudosa existência terrestre, continuando certamente vívido combatente celeste.

Incontáveis lembranças povoarão a memória daqueles destemidos colegas militares, guerreiros rendidos, mediante vontade Divina.

Thursday, January 29th, 2009 | Author: Cora Schueler


FOCA NASCE LINDA FOFA

PELO BRANCO COMO NÚVEM

QUANDO CRESCE PERDE PELO

BRILHA PELE LISA CINZA

FOCAS, GOSTAM D´ÁGUA FUNDA

BRINCAM, PULAM, PEGAM ONDAS

FOCAS DEVEM FICAR FORTES

CAÇAM PEIXES, COMEM MUITO

NENÊS FOCAS SEMPRE MANSOS

DELES CUIDAM MAMÃES FOCAS

FOCAS LUTAM PELA VIDA

QUANDO BRAVAS FOCAS BRIGAM

BEBÊS FOCAS FICAM JUNTOS

QUANDO MAMÃES FOCAS CAÇAM

MAMÃES VOLTAM, OUVEM LOGO

BEBÊS FOCAS CHORAM ALTO

HOMENS CAÇAM BEBÊS FOCAS

COMO CAÇA MUITO RARA

OUTROS BICHOS TAMBÉM GOSTAM

ORCAS CAÇAM MUITAS FOCAS

ORCAS COMEM SENTEM FOME

HOMENS MATAM PELA PELE

FOGEM LENTAS PELA PRAIA

ALÇAM VÔO DENTRO D´ÁGUA

FOCAS NADAM MUITO TEMPO

QUANDO CANSAM PARAM TUDO

DOÇE PRAIA VIRA CAMA

DORMEM SONHAM NOSSAS FOCAS

MARES FUNDOS, MUITO GELO

TUDO ISSO FOCAS GOSTAM

MACHOS VENCEM OUTROS MACHOS

FICAM JUNTAS, GRANDES BANDOS

FOCAS NADAM PELO MUNDO

NUNCA FALAM INGLÊS, FRANCÊS

FOCAS FALAM OUTRA LÍNGUA

FOCAS FALAM, FOQUÊZ!

Wednesday, January 28th, 2009 | Author: Cora Schueler

TOM

É

UM

BOI

QUE

FOI

AO

CÉU,

TEM

LUZ

A

LUZ

DO

SOL

E

TOM

FOI

VER

O SOL.

ELE

O

SOL

NO

CÉU

E

DIZ:

- EI SOL!

- QUEM ÉS?

- EU SOU O TOM.

- QUEM?

- TOM, O BOI!

- UM BOI?

- É!

- BOI VEM PRO CÉU?

- NÃO SEI.

- SÓ SEI QUE EU VIM!

TU ÉS SÓ LUZ ?

- SIM TOM, EU SOU

- E TU TENS SOM?

- NÃO TOM.

VI DE LÁ, QUE TU ERAS SÓ E VIM TE VER.

- TU ÉS BOM, EU ERA SÓ SEM TI?

- EI TOM! VI DE CÁ QUE TU NÃO TENS LUZ. MAS…TU, TENS SOM?

- SIM SOL!

- FAZ TEU SOM

- TÁ BOM: MOOOOOOOOO!

- O TEU SOM É BOM TOM!

- É, EU SEI

- EI SOL!?

- SIM TOM

- TU NÃO TENS SOM, MAS TENS COR!

- SIM TOM, COR E TONS, QUE TAL??

- TUA COR E TEUS TONS, SÃO BONS DE VER,

MAS… A LUZ, AI AI AI !, VOU TER QUE IR.

- MAS JÁ?

- SIM EU JÁ VOU! SE NÃO FOR …SEI LÁ! EU SOU UM BOI!

TU VÊS BOIS NO AR?

- NÃO TOM!

- NÃO TEM BOI NO CÉU SOL!…SÓ EU!

- AH NÃO VÁ! EU TE DOU LUZ, QUE TAL?

- NÃO SOL A LUZ É TUA,

- MAS É BOM DAR!

- NÃO SOL, BOI NÃO TEM LUZ

TU ÉS BOM SOL, MAS EU VOU SIM TÁ?!… TCHAU!

E

TOM

SE

FOI,

E

O

SOL

QUE

ERA

SÓ,

É

SÓ.

Tuesday, December 09th, 2008 | Author: Cora Schueler

Certa vez, quando eu era menino, a escola em que eu estudava se preparou durante vários meses para receber a visita de uma autoridade religiosa. Ele era popularmente chamado de “Homem Santo” e ficou mundialmente conhecido pelo seu envolvimento em questões ambientais.
As salas de aula foram enfeitadas com os trabalhos feitos pelas crianças, sobre a natureza, solidariedade, preservação da Mata Atlântica, da Amazônia, bem como a fauna e flora típicas do nosso país. Toda a nossa comunidade escolar trabalhou até durante os finais de semana que antecederam a visita do tal homem.
As professora de música, Tia Clara Raquel, preparou as apresentações durante vários meses; duetos, tercetos, corais com todas as salas juntas, músicas instrumentais, enfim, estava tudo no maior capricho.
Um painel havia sido encomendado a um grande artista plástico, James Alves Martins, simbolizando a paz e a preservação do meio ambiente. Ficou lindíssimo e enfeitou ainda mais a quadra poliesportiva reformada, onde aconteceria o evento.
A diretora, os coordenadores e professores, estavam especialmente nervosos, revendo os detalhes, pois nada deveria passar despercebido, para que nossa escola causasse a boa impressão esperada ao homem importante que iria chegar.
No dia e horário previstos, um veículo estaciona à frente da escola. Eu observava de longe, com minha expectativa naturalmente curiosa de criança, para ver tão ilustre visitante. Quando as portas do veículo se abriram, várias pessoas desceram e eu reconheci um político, dois, três, todos de terno e gravata, alguns religiosos vestidos a caráter e… “cadê o homem?”
De repente, vestindo uma camiseta bem larga branca, alto, careca, com cavanhaque branco que contrastava com sua pele morena, jeans, e sandálias de couro nos pés, desce solene e sorridente da Van o “Homem Santo”. Mas onde estava a roupa elegante que me disseram que ele usaria? Seria ele mesmo?
Definitivamente ele não tinha a aparência que eu imaginara, e pelas caras que eu pude observar, eu não era o único a ficar surpreso. A confirmação veio quando vi os cumprimentos da diretora da escola, procurando as palavras, pois havia se preparado para demonstrar o respeito que a ocasião requeria, através de muita formalidade, mas esbarrou no sorriso, acompanhado de um forte abraço, daquele homenzarrão, ficando portanto sem palavras.
Do pátio mesmo, a visita oficialmente começou onde haviam montado um pequeno palco. Muita música, os corais mirins se apresentavam, muitas homenagens, presentes lhe eram entregues. E finalmente foi executada por todos os corais juntos, de Beto Guedes “O sal da terra”, a música que inspirara o artista a pintar o painel da quadra, inaugurada para os jogos da primavera.
Finalmente chegara a hora esperada, quando o ilustre homem iria fazer um discurso. A diretora com honra lhe passou a palavra. Ele pegou o microfone e começou seu discurso com a seguinte frase: “sou um homem de poucas palavras” e continuou:
“Acho importante que todas as escolas se preocupem com o meio ambiente. Mas crianças vejam bem, cá entre nós, costumamos falar de coisas tão distantes de nós, não é verdade? É a camada de ozônio, lá longe, acima da atmosfera, é o desmatamento lá na Amazônia, mas quero que pensem, a partir de hoje, no meio ambiente como algo bem próximo de vocês e façam a si mesmos esta pergunta: “O que eu posso fazer aqui e agora?” Tragam a visão mais para perto, como num binóculo que a gente vê tudo mais pertinho; Façam seleção de lixo, em casa; usem suas bicicletas com orgulho porque elas não poluem o meio ambiente e exercitam o corpo e mente de vocês; lembrem aos seus pais para não comprarem produtos que contenham CFC, um composto químico que destrói a camada de ozônio; Não joguem lixo nas praias, levem um saquinho para recolher o seu lixo tá bom?
Escrevam para o prefeito incentivando – o, dando sugestões e pedindo mais compromisso com o meio ambiente.
Com estas breves palavras ele encerrou o seu discurso e disse estar ali muito mais para ouvir do que para falar.
Nós alunos ficamos muito aliviados, mas a diretora ainda com a cara meio aflita, pensando certamente o que faria agora neste espaço de tempo sobrando.
O homem pareceu perceber a agonia de todos e resolveu amenizar dizendo:
- Posso conhecer a escola mais de perto? Começava então uma peregrinação pela escola impecável, sala após sala. A diretora parecia que ia explodir de tanto orgulho quando o homem mostrava apreço por tudo que via!
Mas, para surpresa de todos, o homem percebeu a horta de seu Jonas. Um lugar separado por um portão dos demais espaços da escola e que não era para ser notado. Os entulhos eram colocados ali, carteiras quebradas e o resto das reformas. Havia também um sapotizeiro tão alto que ninguém conseguia alcançar seus frutos e que trazia bastante sombra ao local. À sombra do sapotizeiro, seu Jonas resolveu fazer uma hortinha; hortaliças como coentro, cebolinha, alface, couve e pimenta malagueta, para enriquecer o almoço dos funcionários de dois turnos, que geralmente almoçavam na escola.

O “Homem Santo” perguntou à diretora o que pretendia fazer daquele lugar. Ela respondeu que estava esperando uma verba para então transformar aquele espaço em um laboratório de ciências. Foi quando o homem desafiou a diretora a perceber que ali já existia uma sala de aula a céu aberto, cheia de vida, cor, aromas, terra fértil, pequenos insetos e animais, coisas que atraem as crianças e mesmo sem muitos recursos aquele lugar poderia ser usado pela comunidade escolar para diversos fins.

Ele pediu para que o portão fosse aberto, arregaçou as mangas e começou a limpar o espacinho que sobrou da natureza na escola.
As ações daquele homem nos mostraram na prática, que um santo é, acima de tudo, um transformador. Acredita que a lama, a sujeira e a terra, devidamente cuidadas, geram vida e que um homem de Deus, deve encontrar os lugares doentes e escuros do mundo e levar ali a luz, saúde, esperança e vida.
Nosso homem Santo se foi depois de retirar os “entulhos” da nossa escola, deixando-nos mais ar e luz. Toda a escola passou a amar e cuidar daquele lugar carinhosamente.
Escolhemos um nome, num concurso interno em que todos os que faziam a escola puderam participar e votar. O vencedor, foi o nome escolhido por “Rato”, um colega que praticamente morava na escola, que conhecia todos os seus cantos e recantos e que amava a leitura. O lugar passou a se chamar Jardim do Éden, fazendo uma referência ao Éden bíblico o lugar onde Deus falava com o homem face a face .
Toda escola deveria ter um lugar onde se pudesse ver o céu; toda escola deveria ter um lugar onde se refugiassem todos os que estivessem tristes e então pudessem mexer com a terra, plantar, regar a horta, colher, comer, acompanhar o crescimento das plantas. Onde houvesse quem sabe, um jardineiro, homem simples, descomplicado como seu Jonas, que aos olhos dos sábios nada sabe, mas que sabe fazer do nada, nascer um jardim e isto é muito precioso.

Aquele lugar teria o seu próprio tempo, pois não estaria submisso a prazos, diários de classe ou burocracia qualquer. Neste lugar, o tempo é o tempo de maturação do fruto, o tempo do germinar das sementes e do farfalhar das folhas.

Tuesday, December 09th, 2008 | Author: Cora Schueler

Numa grande árvore, daquelas que a gente pode passar uma chuva e se refrescar no dia de calor, morava uma família de passarinhos.
Naquele dia, o Papai passarinho estava preparando, com cuidado, a última lição de treinamento dos seus filhotes. Ele já tinha ensinado a voar, a conseguir comida sozinhos, a escolher gravetinhos para a construção de um bom ninho, a achar água, essas coisas de passarinho.
Os filhotes, ansiosos por voar e ter aventuras, comeram muito rápido as suculentas lagartas e insetos que a mamãe passarinho tinha conseguido para eles e, fortalecidos, estavam prontos para os ensinos do Papai.
As aulas eram práticas, respeitando as habilidades de cada um. Quem avançava e fazia um bom vôo, por exemplo, era desafiado a fazer um vôo ainda mais alto. Se o vôo não fosse tão bom, o filhote era motivado a continuar tentando, sem desanimar, até conseguir.
Toda a família estava envolvida neste importante aprendizado. Afinal, preparar os filhotes é garantir a sobrevivência da espécie e Papai passarinho sabia muito bem disso, pois já havia vencido muitos dos desafios que um passarinho tem de enfrentar.

A delicadeza e pequenez dos passarinhos contrasta com o mundo grandioso dos humanos e dos predadores naturais. “Ainda bem que podemos voar acima deles!” - ensinou o Papai passarinho!
O que eles não imaginavam é que suas vidas iriam mudar radicalmente. Naquele dia, aquela linda família foi surpreendida por um ataque de pedras estilingadas de um grupo de garotos malvados que costumavam aterrorizar os passarinhos da região. As pedras que vinham de baixo para cima quebraram galhos, despedaçaram folhas e logo atingiu o ninho. O Papai tentou voar longe do ninho para atrair as pedras para o outro lado mas, nem assim, conseguiu proteger sua família.

Esquivou-se até onde pôde das pedras, mas logo foi alvejado e despencou árvore abaixo, caindo no chão. O mesmo aconteceu com a mamãe e dois dos filhotes, restando, apenas, o passarinho Zinho que, tendo aprendido a voar melhor que os seus irmãos, alcançou os galhos mais altos da grande árvore, ficando ali até que o ataque das pedras acabasse.
A última lição não chegou a ser ensinada pelo Papai passarinho, era a lição do canto. Um passarinho tem que aprender os vários tipos de cantos para se comunicar com os da sua espécie e com outros passarinhos também. O canto de alegria, o de perigo, o canto para atrair outros pássaros e até um canto especial para atrair a fêmea com quem o passarinho vai fazer uma nova família. O passarinho Zinho era, portanto, um passarinho que não cantava.

Silencioso e triste, Zinho permaneceu na grande árvore e não se arriscou mais a muitas aventuras. Ficava sempre nos arredores, temendo novos ataques.
Como não ouviam canto algum, os passarinhos que passavam por ali nunca se interessavam pela grande árvore. Afinal, se não há canto, não há pássaros, e se não há pássaros, não há nem bichinhos nem frutos bons de se comer. Por isso, o passarinho Zinho ficava sempre sozinho na árvore grande.
Certo dia, porém, quando Zinho se ajeitava para dormir, ouviu um barulho de algo caindo por entre os galhos da grande árvore até que, finalmente, chegou ao chão. Desconfiado, Zinho voou até lá para ver o que era. Pensem! Era um pássaro de asa machucada que, de tão cansado do esforço e da dor, tombara no chão. Zinho, então, falou baixinho:
- Coitado, mais um estilingado!
E solidário como seu Papai lhe ensinara a ser, carregou o passarinho para cima e o colocou num galho bem seguro, cheio de folhas novinhas. Depois, deu-lhe seiva da árvore e um pouco de orvalho para beber. E para comer, deu-lhe lagartinhas suculentas e insetos, tal como mamãe havia lhe ensinado.

Passados alguns dias, o pássaro machucado acordou, olhou ao redor e, percebendo que estava seguro, quentinho e de barriguinha cheia, começou a cantar bem alto, um canto lindo de alegria.
O Passarinho Zinho também ficou alegre quando ouviu aquele canto, pois viu que o pássaro já estava acordado e se sentindo mais forte. Em pouco tempo, estaria completamente curado, pensou ele.
Aproximando-se dele, disse que estava muito feliz por vê-lo melhor, e, em seguida, perguntou:

- Como devo chamá-lo?
- Pássaro Cantante! Foi você quem cuidou de mim? – perguntou o seu novo amigo.
- Fui eu, sim! Muito prazer, sou o Passarinho Zinho.
- Obrigado, amigo, como poderei recompensá-lo?
- Faça-me uma visita de vez em quando, pois sou muito solitário .
-Solitário, numa árvore deste tamanho?
- É que não sei cantar e isto que faz com que nenhum outro pássaro queira pousar por aqui.
E contou para o Pássaro Cantante toda a sua história triste, a tragédia ocorrida com a sua família e de como ficou órfão, pouco antes de aprender a lição de canto.
- Se for este o problema, Zinho, acho que posso ajudar. E a primeira coisa a fazer é mudar o seu discurso.
- Como assim? Não entendi!
- É que, para cantar, é preciso superar a dor e a tristeza de ter perdido sua família. Pare de falar dessa trágica história. Se fizer isso, irá cantar naturalmente, pois foi para cantar que você foi criado. Você precisa vencer o medo e sair daqui, ver tudo o que o Criador fez para que você desfrutasse e, depois, voltar no final do dia trazendo uma linda fêmea, construir seu ninho e trazer ainda mais alegria para este lugar, com a chegada dos barulhentos filhotes. Quando você se der conta, Zinho, esta árvore estará repleta de descendentes, muitos pássaros contentes e alegres povoando este lugar.
E puxando-o pela asa, gritou:
- Vamos lá, olhe para a frente, esqueça o passado e vamos lá, lá ,lá, laaaaaaaaaaaaa!

Graças às palavras do Pássaro Cantante, Zinho pediu ajuda ao Criador para perdoar ao menino humano que estinlingou sua família, agradeceu por estar vivo e por entender que há um propósito para ele existir. Em seguida, ensaiou suas primeiras notas e aprendeu a cantar.
Tudo estava acontecendo de acordo com o que o Pássaro Cantante havia lhe dito. Ele nascera para cantar e nada mais poderia impedi-lo de realizar aquilo.
Foi assim que o passarinho Zinho, alegre e agora também cantante, aceitou o conselho do seu amigo, construiu uma linda família que cresceu muito e acabou povoando a grande árvore, deixando-a mais alegre e cada vez atraindo mais vida para junto de si.

Tuesday, December 09th, 2008 | Author: Cora Schueler

Certa noite, a palhoça estava quente e fumosa por causa de uma fogueira que haviam acendido dentro dela, os índios então, armaram suas redes do lado de fora, para aproveitarem o frescor da noite. Lá na mata uma onça observava os índios cuidadosamente.

A chuva que estava passando por ali perguntou:

- O que a amiga está fazendo?

- Estou esperando que esses índios se ageitem, para que eu possa assustá-los! - Disse a onça toda orgulhosa.

- Mas elas não têm medo de você! - Disse a chuva fazendo pouco da onça.

A onça percebendo o pouco caso da chuva desafiou:

- Espere só e você verá!!

A onça então, usou o seu rugido mais feroz , se posicionou por trás da palhoça, e continuou rugindo fortemente por entre as árvores da mata fechada.

Os ídios ao ouvirem o rugido da onça, comemoraram dizendo:

- Amanhã nós vamos flechar a onça!

E uivavam como lobos: UUUUUUU!

- Vamos pegar os dentes dela e fazer um colar!

- UUUUUUU!

- Vamos pegar o couro dela para fazer um tambor!

- UUUUUUU!

-Vamos comer carne de onçaaaaaaaaa!!

- UUUUUUUUUUUUUUUUUU!

A chuva então com ar jocoso, disse para a onça.

- Eu não disse que eles não tem medo de você? Agora se a amiga quer ver correria preste atenção!

A chuva foi se aproximando da aldeia lentamente e encobriu todas as estrelas com pesadas núvens e a noite clara se transformou em um negro acinzentado. Chamou os ventos frios e fortes, chamou os raios que cortaram os céus e trovões assustadores que pareciam partir a terra ao meio. Os índios nem sequer esperaram as primeiras gotas caírem no chão e gritaram uns para os outros:

- Corre que lá vem chuva!

A chuva então desdenhou da onça, que a esta altura já estava humilhada, toda molhada e a procura de abrigo:

- Eles não têm medo de você , eles têm medo de mim!!

E assim é desde então , a chuva mete medo, a onça não!

Monday, December 08th, 2008 | Author: Cora Schueler

Paulo de Tarso, discípulo de Jesus Cristo.  Embora sua conversão tenha sido após a ascensão de Jesus, o ministério de Paulo, sua vida, ações a profundidade das revelações do mistério do evangelho, descritas em suas cartas, apontam para a intimidade com Jesus através da pessoa do Espírito Santo que, para isto foi enviado, tornar possível na ausência corpórea de Jesus na terra, fazer discípulos íntimos de seu mestre.

Para entender a Paulo, seu ministério de sucesso e suas muitas perseguições, é preciso recordar quem era Paulo antes do encontro com Jesus.
Saulo era fariseu, uma das mais radicais facções do judaísmo. Romano por nascimento e judeu por descendência, da tribo de Benjamim, Saulo era um temido perseguidor de cristãos.
Numa dessas perseguições quando ia pelo caminho de Damasco, uma luz muito forte o cegou, e uma voz tremenda e paradoxalmente mansa o fez parar.
- Saulo, Saulo, porque me persegues?
- Quem és Senhor?
- Eu sou Jesus, a quem persegues.

Tendo Jesus falado com ele, de forma sobrenatural, foi visitado por um homem chamado Ananias, que recebeu uma ordem de Deus para isso, pois Saulo estava orando.
Ananias obedece, visita Saulo, ora por ele lhe restitui a visão. Saulo descobriu a Jesus de Nazaré e que este era realmente o que dizia ser, o Filho de Deus.
Saulo se tornou aquilo que perseguia: um cristão. E passou a ser chamado de Paulo. Sua fama se espalhou rapidamente, pois em nome de Jesus fazia muitos milagres. Odiado entre os judeus pois entendiam que ele havia traído a sua religião, procuravam matá-lo. Entre os cristãos, também havia grande desconfiança a seu respeito. Muitos não acreditavam que sua conversão fosse veraz.
O ministério apostólico de Paulo tinha uma característica marcante, dedicou-se a pregar fora das fronteiras de Jerusalém. Viajou Europa e Ásia espalhando o evangelho por todo mundo conhecido. Fez três grandes viagens. Fundou igrejas, cuidou delas, como um pastor se envolvendo em questões particulares: entre o servo e seu senhor, entre filho e pai resolvendo questões de litígio entre irmãos ele era incansável: alimentava a fé de muitos irmãos com suas cartas circulares – cartas que eram endereçadas a uma igreja e logo depois circulavam por igrejas de outras regiões.

A expansão do evangelho através do ministério de Paulo foi surpreendente, sobrenatural pois todo o seu ministério foi marcado por muitas perseguições tal qual ele mesmo declara defendendo o seu ministério:

“Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, em frio e nudez…. Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem, e fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos.

” 2Cor. 24 – 33″

Prisão Romana

Preso, ele declarou: “sou embaixador em cadeias” suas prisões sendo domiciliares ou não, nunca conseguiram parar aquele que costumava dizer “… mas a palavra de Deus não está presa.” 2 Tim. 2:9

Mesmo alvo de traições, invejas, continuava um homem cheio de amor e era receptivo aos gestos de amor dos irmãos. “…Onesíforo, muitas vezes me recreou e não se envergonhou das minhas cadeias;” Seus companheiros de cela, carcereiros, soldados, a guarda pretoriana todos, eram alvos dos seus ensinos e eram impactados com a sua convivência. Por onde passava Paulo deixava um rastro de amor, ousadia e manifestações incontestáveis de um homem que havia estado com Jesus. “Fil 4:22 Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César.” Ele passou pela casa de Cezar, isto mesmo, como prisioneiro do Imperador Romano Cezar, e deixou santos ali.

A cada cidade em que chegava, seguia para a sinagoga mais próxima e ali ensinava.
Muitos ouviam o que Paulo falava. Judeus, curiosos, inimigos. Para ele pouco importava a nacionalidade, a raça ou religião, sua missão era ensinar a todos que Jesus é o Filho de Deus, Messias esperado.

Monday, December 08th, 2008 | Author: Cora Schueler

CTMDT - Os Olhos do meu Pai

Naquela época, estou falando do primeiro século depois de Cristo, todo o Mundo Ocidental, era dominado por Roma, com seu sistema de leis e de comunicação que era viabilizado por suas estrada, literalmente todos os caminhos levavam a Roma. A religiosidade e cultura influenciadas pela Grécia, belicamente mais fraca e culturalmente fortíssima,  marcaria não só a poderosa Roma, como a Cultura Ocidental para sempre.

O que os Gregos e Romanos, orgulhosos Senhores do saber e do mundo, não poderiam imaginar é que entre os seus dominados, entre a ralé, na pequena Judéia, nasceria um homem que impactaria o mundo, dividira a história sem força e sem violência, com a prática do bem e do amor. Poderoso em obras e palavras, confundia os sábios e entendidos, deixava a todos admirados com sua doutrina ao ponto de dizerem: “nunca vimos tal coisa !” e ainda: “Quem é este que até o vento e mar lhe obedecem?” Este é Jesus!!

Jesus Cristo andava fazendo o bem, ensina com excelência, conta histórias com temas simples do cotidiano dos que o ouviam. Ilustrava os seus ensinos com o que estava ao seu redor, “olhai as aves dos céus…”, “Pode por acaso um cego guiar outro cego no mesmo caminho?”.
Ele se compadecia, chorava, se alegrava em curar, surpreendia-se com a grande fé de alguns gentios à margem do poder religioso judaico, e a pequenez da fé dos religiosos que se diziam assentados na cadeira de Moisés. Diante da dúvida “Se queres podes curar-me” ele simplesmente disse: Quero!

Afirmava ser Deus o seu Pai, para quem ele de forma obediente adentrou à natureza humana, “nascido de mulher”, nascido sobre a lei”. Nasceu como homem, no tempo próprio, “na plenitude dos tempos”. Desenvolve um ministério de exatos três anos, cumpre tudo o que estava escrito ao seu respeito desde Moisés até os profetas.

O mestre Jesus, ensinou plenamente, além das palavras ensinou com a vida, deixou-se humilhar tomando forma de servo, tornando-se semelhante aos homens. Humilhou-se com o pior tipo de morte, a morte de cruz; e com ela se fez maldito por todo o homem.

Vence a morte. Ressuscita ao terceiro dia como havia dito que faria, e durante quarenta dias é visto por muitos irmãos. Consola os discípulos, come peixe com eles, trata de forma especial com Pedro e com Tomé. E por fim, lhes dá instruções sobre a descida do Espírito Santo que atuaria como ensinador, consolador e passa a habitar dentro do homem que crê, manifestando-se através de sinais sobrenaturais ilimitados. Como sou limitada eu só posso  citar aqui alguns como: línguas estranhas, revelações proféticas, visões, entendimento das Escrituras Sagradas além da letra ou seja o que está por trás das palavras, transportar-se de um lugar para o outro em espírito.

Jesus volta para o seu Pai deixando muitos discípulos. Sem distinção de raça, cor, idade ou condição social. Ordenou-lhes que ficassem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder acontecimento descrito no livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 2 e através da pessoa do Espírito Santo, enviado para tornar possível, na ausência corpórea de Jesus na terra, fazer multiplicadores capacitados no mesmo nível dos discípulos que Jesus fez, discípulos íntimos de seu mestre. Estes, disse Jesus, através do Espírito Santo poderão fazer coisas ainda maiores dos que as que ele fez.

Ordenou-lhes ainda “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura… estes sinais seguirão aos que crêem, em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.”

(Mc 16:15,17-18)