Wednesday, December 30th, 2009 | Author: Cora Schueler

A SURPRESA
Cora Schueler

Certa vez, no mundo das coisas inanimadas o presente surpresa de natal estava quase ultrapassando os limites do seu mundo, tal era a sua ansiedade e curiosidade para que alguém descobrisse o que havia dentro de si. Os objetos ao seu redor já não o agüentavam mais tanto que o ouviam dizer: é hoje, é agora, lá vem um humano pequeno chamado menino me abrir, lá vem, lá vem.
Só que atrás do humano pequeno havia sempre um humano maior que dizia: não! agora não, espere até a noite:
A nossa noite de natal!
O “Presente Surpresa então só não caiu porque havia algo dentro dele, e  estava junto aos outros presentes. Não demorou nem dez minutos lá estava ele outra vez ansioso e perguntando a todos os outros objetos e enfeites da casa se já era o natal.
O Sr. Lustre de Cristal, um dos objetos mais antigos da casa e respeitado por todos pela sua posição e função de irradiar a luz, irritado com a ansiedade do presente surpresa, queria acabar com aquela euforia e disse:
- O Natal que você tanto espera será o seu fim! Alguém irá abrir você, se alegrará pelo que você trás aí dentro e por fim descartará você, que se tornará um pacote vazio, um saco guardado, num saco de lixo!
Todos que o ouviam ficaram chocados, depois de tanto glamour no natal… virar lixo. Ai que horror!
_ Sr. Lustre de Cristal não tem algo melhor para dizer!
_ Coitadinho! - Diziam todos.
Mas foi quando a cadeira do vovô pediu a palavra e disse ao Sr. Lustre de Cristal:
_ Você pode ser antigo Sr. Lustre de Cristal, mas parece que isto não lhe trouxe muita sabedoria. Você está aí no alto, com uma visão privilegiada pode ver a todos nós e ainda reflete luz nos seus cristais. Percebo que ficou orgulhoso… e o orgulho impede que você veja claramente. Estou a muitas gerações nesta família e sei que eles têm uma tradição de Natal: é que, além dos presentes trocados por todos, o chefe da família sempre traz um presente surpresa, que é para todos. É um presente coletivo, uma benção que todos podem usufruir e sempre traz alegria à família. Todos desta família grande esperam muito por essa surpresa, que é aberta depois de todos os outros presentes. E digo mais Sr Saquinho de Surpresa, você não é a sua embalagem! Não é mesmo!… Você é o que você é por dentro e quando você for aberto sairá de sua casca e será como um de nós, um objeto útil a essa família e todos gostarão de você.
O Sr Saquinho Surpresa então, agradecido, se acomodou tranqüilo entre os outros presentes e esperou a sua hora chegar:
Som de passos se ouviram. Os objetos sabem que não podem conversar quando os humanos estão perto e se calaram. Então a sala se encheu de pessoas. A festa começou os presentes foram trocados. A alegria encheu a sala e o coração de todos que ali estavam.
E finalmente chegou a hora do presente coletivo!
O vovô, patriarca da família, sentou-se então em sua cadeira e, muito animado, disse:
_ Este ano eu preparei algo especial. Venham se aninhar aqui perto de mim, meus filhos e netos, porque o presente coletivo deste ano ééééééé… ouvirmos juntos a verdadeira história do Natal.
O vovô abriu o presente surpresa e tirou de dentro dele um livro maravilhoso… e começou a contar a mais bela histórias de todas.
E todos ouviram, juntos:

A história do homem não foi sempre assim, tudo que vemos de dor e tristeza começou quando o homem desobedeceu a Deus, o pecado entrou no mundo e o homem se afastou de Deus. Deus disse ao homem, a mulher e ao inimigo o que aconteceria com eles agora que tinham desobedecido.
Mas Deus cheio de amor pelo homem, também fez uma promessa, que um dia o descendente da mulher acabaria com o mau. Esse descendente é Jesus, a promessa de Deus se cumpriu.

Música 1 - TUDO COMEÇOU ASSIM… (Cora Schueler)

Tudo começou com Deus
Criando tudo
Mas  no Homem fez à sua imagem
Para conversar,
para conviver
Para desfrutar de sua presença
Então chegou o dia mau
O homem desobedeceu
E entregou seu coração
Ao inimigo que mentiu

Então caiu se separou de Deus
O pecado entrou no mundo
Deus fez a promessa , salvação
Que o descendente da mulher,
pisaria o mal
Foi assim que Deus criou o Natal
Jesus é a  promessa do Natal

Se cumprindo o tempo  que Deus planejou, ele enviou o anjo Gabriel para anunciar a Maria, uma humilde jovem que ela foi escolhida para ser a mãe do salvador e anunciou também ao seu noivo José, o ente santo que estava para nascer, e que José cuidaria deles.

Música 2 - O RECADO DO ANJO GABRIEL (Cora Schueler)
Maria você recebeu
Uma missão  especial
Dentro de você será gerado
Do Espírito Santo, o filho de Deus
Ele é Santo, Ele é Amado
Prometido, Esperado,  Príncipe da Paz!
Maravilhoso, Conselheiro.
Deus forte, Desejado O Príncipe da Paz
José você também terá
Uma missão especial
Cuide da mamãe e do menino
Pois ele é santo, o filho de Deus
Passados os meses, o menino Já estava para nascer quando o Rei ordenou a contagem das pessoas nas cidades onde nasceram. Maria e José tinham que fazer uma viagem para a pequena cidade de Belém. Chegando lá a cidade estava cheia de gente, e não encontraram lugar para se hospedarem.

MUSICA 3 – NÃO HAVIA LUGAR  (Cora Schueler)- Lucas 2:7
Palmas – OH de casa!!!! (voz de um Homem)

Oh de casa, Ninguém abriu,
( Palmas  ), ninguém ouviu!
José bateu, de porta em porta
A porta não abriu, em Belém
Não há lugar, Tudo está cheio
Nenhuma casa ou hospedaria
Esperam por José e Maria
Finalmente alguém teve compaixão daquela família e cedeu um lugar, um estábulo, José acomodou Maria e ali naquele lugar muito simples, e ali nasceu Jesus o filho de Deus!
Magos vieram do oriente, guiados por uma estrela e foram ao palácio falar com o rei, mas não era ali que Jesus estava, quando saíram do palácio,  foram guiados pela mesma estrela que só parou na casa onde Jesus estava. Eles ficaram muito alegres e lhe entregaram preciosos presentes ao rei Jesus: ouro, incenso e mirra.

MÚSICA 4 - Retorno à Adoração (Cora Schueler) (Mateus 2.10 - 11.)

Os magos levaram presentes ao Rei, ao Rei, ao Rei Jesus!
Eu trago meu presente Rei, recebe também!
Os magos levaram presentes os Rei, ao Rei, ao Rei Jesus!
Eu trago meu presente Rei, recebe também!
Trago minha obediência à tua Palavra Rei,
O que eu ouvi vou praticar
O que eu li vou praticar
O que eu aprendi vou praticar
E assim te adorar, Rei
E assim te adorar, Rei…

Quem recebe Jesus como seu salvador, recebe em sua vida o cumprimento da promessa de Deus de destruir o mau e terá como companheiro inseparável e amigo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores!

Música 5 - COMPANHEIRO MEU (Cora Schueler)

Te dou graças pela vida
Graças pelo amor Jesus
Te dou graças porque você me amou e veio
Te dou graças por que agora eu caminho contigo
Companheiro meu, amado meu , amigo, Deus
Companheiro meu, amado meu , amigo.

São tantas as coisas que acontecem no final do ano, quando se comemora o Natal, que muitas vezes as compras e a correria roubam o precioso sentido do natal. É preciso parar tudo e viver Jesus, a promessa do Natal, todos os dias dentro de nós.

Música 6 - Pare é natal (Cora Schueler)
É natal pare um instante
É natal respire este ar
A correria das compras não pode apagar
Que Jesus nasceu
O amor desceu é natal
Dentro de nós
É natal pare um instante
É natal respire este ar
O pisca-pisca que brilha não pode ofuscar
Que Jesus nasceu …
O amor desceu é natal
Dentro de nós
É natal, É natal, É natal,
Dentro de nós

Final da apresentação com canto e coreografia!

Nas mãos do velho contador de histórias, o livro maravilhoso se deixava folhear com uma alegria imensa, indescritível. Num certo momento olhou para baixo e viu aos pés do vovô um saquinho de presentes todo amassado e se lembrou das palavras da cadeira sábia. Ele sabia agora, orgulhoso e emociona
do, que não era o Sr. Saquinho Surpresa (aquela era apenas a sua capa), mas sim, o Sr. Livro de Histórias Eternas,  mais brilhante que qualquer lustre do mundo, pois não precisava de lâmpadas para brilhar: tem luz própria na voz dos homens que narravam seus contos.

Tuesday, December 15th, 2009 | Author: Cora Schueler

Naquela época, estou falando do primeiro século depois de Cristo, todo o Mundo Ocidental, era dominado por Roma, com seu sistema de leis e de comunicação que era viabilizado por suas estrada, literalmente todos os caminhos levavam a Roma. A religiosidade e cultura influenciadas pela Grécia, belicamente mais fraca e culturalmente fortíssima,  marcaria não só a poderosa Roma, como a Cultura Ocidental para sempre.

O que os Gregos e Romanos, orgulhosos Senhores do saber e do mundo, não poderiam imaginar é que entre os seus dominados, entre a ralé, na pequena Judéia, nasceria um homem que impactaria o mundo, dividira a história sem força e sem violência, com a prática do bem e do amor. Poderoso em obras e palavras, confundia os sábios e entendidos, deixava a todos admirados com sua doutrina ao ponto de dizerem: “nunca vimos tal coisa !” e ainda: “Quem é este que até o vento e mar lhe obedecem?” Este é Jesus!!

Imagem do Filme "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson

Jesus Cristo andava fazendo o bem, ensina com excelência, conta histórias com temas simples do cotidiano dos que o ouviam. Ilustrava os seus ensinos com o que estava ao seu redor, “olhai as aves dos céus…”, “Pode por acaso um cego guiar outro cego no mesmo caminho?”.
Ele se compadecia, chorava, se alegrava em curar, surpreendia-se com a grande fé de alguns gentios à margem do poder religioso judaico, e a pequenez da fé dos religiosos que se diziam assentados na cadeira de Moisés. Diante da dúvida “Se queres podes curar-me” ele simplesmente disse: Quero!

Afirmava ser Deus o seu Pai, para quem ele de forma obediente adentrou à natureza humana, “nascido de mulher”, nascido sobre a lei”. Nasceu como homem, no tempo próprio, “na plenitude dos tempos”. Desenvolve um ministério de exatos três anos, cumpre tudo o que estava escrito ao seu respeito desde Moisés até os profetas.

O mestre Jesus, ensinou plenamente, além das palavras ensinou com a vida, deixou-se humilhar tomando forma de servo, tornando-se semelhante aos homens. Humilhou-se com o pior tipo de morte, a morte de cruz; e com ela se fez maldito por todo o homem.

Imagem do filme "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson

Vence a morte. Ressuscita ao terceiro dia como havia dito que faria, e durante quarenta dias é visto por muitos irmãos. Consola os discípulos, come peixe com eles, trata de forma especial com Pedro e com Tomé. E por fim, lhes dá instruções sobre a descida do Espírito Santo que atuaria como ensinador, consolador e passa a habitar dentro do homem que crê, manifestando-se através de sinais sobrenaturais ilimitados. Como sou limitada eu só posso  citar aqui alguns como: línguas estranhas, revelações proféticas, visões, entendimento das Escrituras Sagradas, cuja interpretação é únicamas as aplicações do Espírito Santo são infinitas e ainda transportar-se de um lugar para o outro em espírito pela oração.

Jesus volta para o seu Pai deixando muitos discípulos. Sem distinção de raça, cor, idade ou condição social. Ordenou-lhes que ficassem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder acontecimento descrito no livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 2 e através da pessoa do Espírito Santo, enviado para tornar possível, na ausência corpórea de Jesus na terra, fazer multiplicadores capacitados no mesmo nível dos discípulos que Jesus fez, discípulos íntimos de seu mestre. Estes, disse Jesus, através do Espírito Santo poderão fazer coisas ainda maiores dos que as que ele fez.

Ordenou-lhes ainda “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura… estes sinais seguirão aos que crêem, em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.”

(Mc 16:15,17-18)

Monday, December 07th, 2009 | Author: Cora Schueler

Ilustração:Valter Schueler


Naquele inverno chuvoso, soldados desfilam pomposos durante solene velório. Aquele mórbido evento exigia demoradas homenagens: espadas brilhantes enfileiradas, canhões lançavam bonita fumaça enquanto atiravam. Elitizada artilharia, demonstrava treinamento bélico poderoso, honrando importante defunto.

Merecidas homenagens! comentavam unânimes companheiros combatentes. Ilustríssimo General Austárquio Bezerra, conhecido mundialmente, lutara bravamente implantando democracias.

Momento difícil, submissos soldados, sargentos, tenentes costumavam entitular-se patentes Austarquianas, gracejavam respeitosamente enquanto passava imponente General.

Existência secular, tornou-o tolerante, acsessível,próximo conversando longamente, ensinando importantes assuntos refletindo experiências próprias. Austárquio Declarava constantemente: “Morrerei alegre certamente representando amados compatriotas, brasileiros independentes igualmente fronteiras soberanas”.

Tivera humilde infância outrora, dolorosa, silenciosa, enquanto acompanhava-o ríspido padrasto, tornando-o criança entristecida. Falava pouquíssimo, acontecendo posteriormente encantadora velhice, torna-se venturoso falante. General Austárquio possuía vivências riquíssimas portanto mostrava extraordinária sabedoria. Morrera lúcido, levando precioso centésimo – décimo aniversário comemoradíssimo juntamente daqueles amigos diversos angariados, conquistados devido incontestável generosidade.

Figura pública apaixonante, venerava patrióticos Setembros. Desfilava anualmente. Aquele emocionado “Pracinha”, agora emocionava companheiros naquele derradeiro desfile. General Austarquio deixou-nos saudosa existência terrestre, continuando certamente vívido combatente, entretanto, celeste.

Incontáveis lembranças povoarão a memória daqueles próximos colegas, guerreiros rendidos, mediante vontade Divina.

Monday, August 31st, 2009 | Author: Cora Schueler

Mar Egeu: Fonte Blog do Paulo Cezar Santos "A Visitar o Mundo!"

O encontro de Paulo de Tarso com Jesus no caminho de Damasco mudou sua história e a partir daí muitos encontros se seguiram na vida de Paulo. Ele era guiado pelo Espírito de Deus, “e Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.” Experimentou perseguições e muito sofrimento, isto lhe fora dito pelo próprio Jesus “Eu lhe mostrarei o quanto importa sofrer pelo meu nome”.

Paulo, um homem culto e inteligente, criado aos pés de Gamaliel, um conhecido sumo sacerdote judeu. Depois do encontro com Jesus, Paulo abriu mão de sua cultura e descartava a sua própria inteligência, para ensinar o evangelho a tantos quantos pudesse através da “loucura da pregação”, e para isso ele percorreu muitas cidades, países e continentes alcançando muitos gentios (não judeus) e ao mesmo tempo cuidava em escapar das ciladas preparadas pelos judaizantes. Declarava que em nada tinha a sua vida por preciosa, no entanto desejava completar a carreira que lhe fora proposta por Jesus.

Paulo passou por Trôade na Grécia, quando ia para a Macedônia foi então que Êutico passou a fazer parte da história do apóstolo.

O Espírito impulsionou Paulo para que enviasse à sua frente Sópatro filho de Pirro, de Bereia, Aristarco e Secundo de Tessalónica, Gaio de Derbe, Timóteo, além de Tíquico e Trofimo da província da Ásia. Ele os encontraria lá no Domingo. Me permito pensar que era madrugada, e dormia a cidade de Trôade sobre o frescor da noite, ao som das ondas do mar Egeu, quando as notícias da chegada do Apóstolo Paulo se espalharam entre os cristãos.

Com muita prudência e sigilo os cristãos receberam daqueles homens as instruções para os preparativos que antecederam a chegada de Paulo de Tarso. Um espaço amplo e muito bem iluminado fora preparado, no terceiro andar de uma construção grega, com espaço suficiente para reuniões com grande número de pessoas. Lugares assim eram comuns na Grécia pois a troca de idéias e discutir opiniões, era segundo Paulo, de que se ocupavam os cidadãos de Atenas, capital da Grécia, em Trôade não devia ser muito diferente. O lugar se chamava: cenáculo.

Domingo, e como havia combinado com os seus companheiros, Paulo chegou em Trôade. No Cenáculo haveria um encontro de muitos irmãos, uma comunhão calorosa, onde ouviriam Paulo e partiriam o pão, em memória de Jesus Cristo sua morte e ressurreição, costume dos cristãos aos Domingos.

Na hora marcada, o local estava cheio, cristãos dentre os gentios que estavam curiosos para conhecer aquele que pregava a fé que antes perseguia, tendo deixado para trás o legalismo judaico para abraçar apaixonadamente a fé no rabino Jesus o filho de Deus. Naquele dia Paulo pregou demoradamente neste cenáculo onde lhe aguardavam em Trôade e que seu discurso ali fora longo, interrompido apenas por um acontecimento inesperado.

Um jovem chamado Eutico ouvia Paulo assentado numa janela. Haviam muitas pessoas adultas ali com certeza ocupando os melhores lugares, imagino que Eutico, ainda que no desconforto de uma janela não iria perder, por nada, a oportunidade de ouvir aquele de quem muitos comentavam que era um herói, que passou de perseguidor a perseguido que realizava muitos milagres e expulsava espíritos imundos.

Na janela, Eutico se expôs, quem passasse ali iria vê-lo entre os que seguiam a fé cristã publicamente. Este jovem estava entre adultos que arriscavam a vida para estarem ouvindo o evangelho. Há quem pense, que por Paulo estar entre os gentios era mais fácil sua vida de apóstolo, mas é só ler sobre as perseguições que ele passou em Éfeso, Filipos, e Tessalónica e ter uma idéia da vida de Paulo entre os gentios. Ouvir Paulo falar sobre Jesus significava naquele tempo risco de morte. Eutico correu esse risco, simplesmente por estar ali ouvindo Paulo falar.

Era tarde da noite e Paulo se demorava no seu discurso, e diz a bíblia que Eutico vencido pelo sono pende da janela em que estava assentado e cai do terceiro andar, morrendo com o impacto. Eu imagino que não só Eutico havia sido vencido pelo sono, porém ele estava numa janela e mesmo sabendo dos riscos eu creio que ele tinha certeza que nada o faria dormir. Não ele, um jovem grego acostumado a ouvir histórias de heróis, contadas geração após geração, helena de Tróia e o cavalo de Tróia, não, com certeza Eutico não tinha a intenção de dormir, fora de fato vencido pelo sono e caiu.

Ao cair, o choque do acontecimento acordou os dormentes e fez os acordados correrem para socorrê-lo, mas sua queda fora fatal, os traumas em seu corpo jovem, devem ter chocado aqueles que viram o acontecido. Mas Paulo vem, e desce junto com os irmãos, se aproxima do corpo do jovem e se deita por cima dele, como Elias fez com o corpo morto do filho da Sunamita, e logo em seguida a boa notícia. “A vida ainda está nele” Paulo o levantou. Se haviam ossos quebrados estes voltaram para o lugar, se houveram tecidos e órgãos lesados foram restaurados. O jovem Êutico volta para o cenáculo com Paulo em perfeito estado de saúde. O nome de Jesus foi glorificado! e ninguém mais dormiu. Comeram pão e com certeza a comunhão entre eles fora fortalecida.

E foi assim o encontro de Paulo de Tarso, e um jovem chamado Êutico. Gosto e conto esta história porque tenho a ambição de viver um tempo de restauração dos dons espirituais e neste momento do caos na saúde mundial, Nos nossos encontros apresentemos ao nosso próximo: Cristo aquele que cura.

… todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos. E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.” Atos 19:10 e 11.

Thursday, January 29th, 2009 | Author: Cora Schueler


FOCA NASCE LINDA FOFA

PELO BRANCO COMO NÚVEM

QUANDO CRESCE PERDE PELO

BRILHA PELE LISA CINZA

FOCAS, GOSTAM D´ÁGUA FUNDA

BRINCAM, PULAM, PEGAM ONDAS

FOCAS DEVEM FICAR FORTES

CAÇAM PEIXES, COMEM MUITO

NENÊS FOCAS SEMPRE MANSOS

DELES CUIDAM MAMÃES FOCAS

FOCAS LUTAM PELA VIDA

QUANDO BRAVAS FOCAS BRIGAM

BEBÊS FOCAS FICAM JUNTOS

QUANDO MAMÃES FOCAS CAÇAM

MAMÃES VOLTAM, OUVEM LOGO

BEBÊS FOCAS CHORAM ALTO

HOMENS CAÇAM BEBÊS FOCAS

COMO CAÇA MUITO RARA

OUTROS BICHOS TAMBÉM GOSTAM

ORCAS CAÇAM MUITAS FOCAS

ORCAS COMEM SENTEM FOME

HOMENS MATAM PELA PELE

FOGEM LENTAS PELA PRAIA

ALÇAM VÔO DENTRO D´ÁGUA

FOCAS NADAM MUITO TEMPO

QUANDO CANSAM PARAM TUDO

DOÇE PRAIA VIRA CAMA

DORMEM SONHAM NOSSAS FOCAS

MARES FUNDOS, MUITO GELO

TUDO ISSO FOCAS GOSTAM

MACHOS VENCEM OUTROS MACHOS

FICAM JUNTAS, GRANDES BANDOS

FOCAS NADAM PELO MUNDO

NUNCA FALAM INGLÊS, FRANCÊS

FOCAS FALAM OUTRA LÍNGUA

FOCAS FALAM, FOQUÊZ!

Wednesday, January 28th, 2009 | Author: Cora Schueler

TOM

É

UM

BOI

QUE

FOI

AO

CÉU,

TEM

LUZ

A

LUZ

DO

SOL

E

TOM

FOI

VER

O SOL.

ELE

O

SOL

NO

CÉU

E

DIZ:

- EI SOL!

- QUEM ÉS?

- EU SOU O TOM.

- QUEM?

- TOM, O BOI!

- UM BOI?

- É!

- BOI VEM PRO CÉU?

- NÃO SEI.

- SÓ SEI QUE EU VIM!

TU ÉS SÓ LUZ ?

- SIM TOM, EU SOU

- E TU TENS SOM?

- NÃO TOM.

VI DE LÁ, QUE TU ERAS SÓ E VIM TE VER.

- TU ÉS BOM, EU ERA SÓ SEM TI?

- EI TOM! VI DE CÁ QUE TU NÃO TENS LUZ. MAS…TU, TENS SOM?

- SIM SOL!

- FAZ TEU SOM

- TÁ BOM: MOOOOOOOOO!

- O TEU SOM É BOM TOM!

- É, EU SEI

- EI SOL!?

- SIM TOM

- TU NÃO TENS SOM, MAS TENS COR!

- SIM TOM, COR E TONS, QUE TAL??

- TUA COR E TEUS TONS, SÃO BONS DE VER,

MAS… A LUZ, AI AI AI !, VOU TER QUE IR.

- MAS JÁ?

- SIM EU JÁ VOU! SE NÃO FOR …SEI LÁ! EU SOU UM BOI!

TU VÊS BOIS NO AR?

- NÃO TOM!

- NÃO TEM BOI NO CÉU SOL!…SÓ EU!

- AH NÃO VÁ! EU TE DOU LUZ, QUE TAL?

- NÃO SOL A LUZ É TUA,

- MAS É BOM DAR!

- NÃO SOL, BOI NÃO TEM LUZ

TU ÉS BOM SOL, MAS EU VOU SIM TÁ?!… TCHAU!

E

TOM

SE

FOI,

E

O

SOL

QUE

ERA

SÓ,

É

SÓ.

Tuesday, December 09th, 2008 | Author: Cora Schueler

Ilustrador: Valter Schueler

Certa vez, quando eu era menino, a escola em que eu estudava se preparou durante vários meses para receber a visita de uma autoridade religiosa. Ele era popularmente chamado de “Homem Santo” e ficou mundialmente conhecido pelo seu envolvimento em questões ambientais.
As salas de aula foram enfeitadas com os trabalhos feitos pelas crianças, sobre a natureza, solidariedade, preservação da Mata Atlântica, da Amazônia, bem como a fauna e flora típicas do nosso país. Toda a nossa comunidade escolar trabalhou até durante os finais de semana que antecederam a visita do tal homem.
As professora de música, Tia Clara Raquel, preparou as apresentações durante vários meses; duetos, tercetos, corais com todas as salas juntas, músicas instrumentais, enfim, estava tudo no maior capricho.
Um painel havia sido encomendado a um grande artista plástico, James Alves Martins, simbolizando a paz e a preservação do meio ambiente. Ficou lindíssimo e enfeitou ainda mais a quadra poliesportiva reformada, onde aconteceria o evento.
A diretora, os coordenadores e professores, estavam especialmente nervosos, revendo os detalhes, pois nada deveria passar despercebido, para que nossa escola causasse a boa impressão esperada ao homem importante que iria chegar.
No dia e horário previstos, um veículo estaciona à frente da escola. Eu observava de longe, com minha expectativa naturalmente curiosa de criança, para ver tão ilustre visitante. Quando as portas do veículo se abriram, várias pessoas desceram e eu reconheci um político, dois, três, todos de terno e gravata, alguns religiosos vestidos a caráter e… “cadê o homem?”
De repente, vestindo uma camiseta bem larga branca, alto, careca, com cavanhaque branco que contrastava com sua pele morena, jeans, e sandálias de couro nos pés, desce solene e sorridente da Van o “Homem Santo”. Mas onde estava a roupa elegante que me disseram que ele usaria? Seria ele mesmo?
Definitivamente ele não tinha a aparência que eu imaginara, e pelas caras que eu pude observar, eu não era o único a ficar surpreso. A confirmação veio quando vi os cumprimentos da diretora da escola, procurando as palavras, pois havia se preparado para demonstrar o respeito que a ocasião requeria, através de muita formalidade, mas esbarrou no sorriso, acompanhado de um forte abraço, daquele homenzarrão, ficando portanto sem palavras.
Do pátio mesmo, a visita oficialmente começou onde haviam montado um pequeno palco. Muita música, os corais mirins se apresentavam, muitas homenagens, presentes lhe eram entregues. E finalmente foi executada por todos os corais juntos, de Beto Guedes “O sal da terra”, a música que inspirara o artista a pintar o painel da quadra, inaugurada para os jogos da primavera.
Finalmente chegara a hora esperada, quando o ilustre homem iria fazer um discurso. A diretora com honra lhe passou a palavra. Ele pegou o microfone e começou seu discurso com a seguinte frase: “sou um homem de poucas palavras” e continuou:
“Acho importante que todas as escolas se preocupem com o meio ambiente. Mas crianças vejam bem, cá entre nós, costumamos falar de coisas tão distantes de nós, não é verdade? É a camada de ozônio, lá longe, acima da atmosfera, é o desmatamento lá na Amazônia, mas quero que pensem, a partir de hoje, no meio ambiente como algo bem próximo de vocês e façam a si mesmos esta pergunta: “O que eu posso fazer aqui e agora?” Tragam a visão mais para perto, como num binóculo que a gente vê tudo mais pertinho; Façam seleção de lixo, em casa; usem suas bicicletas com orgulho porque elas não poluem o meio ambiente e exercitam o corpo e mente de vocês; lembrem aos seus pais para não comprarem produtos que contenham CFC, um composto químico que destrói a camada de ozônio; Não joguem lixo nas praias, levem um saquinho para recolher o seu lixo tá bom?
Escrevam para o prefeito incentivando – o, dando sugestões e pedindo mais compromisso com o meio ambiente.
Com estas breves palavras ele encerrou o seu discurso e disse estar ali muito mais para ouvir do que para falar.
Nós alunos ficamos muito aliviados, mas a diretora ainda com a cara meio aflita, pensando certamente o que faria agora neste espaço de tempo sobrando.
O homem pareceu perceber a agonia de todos e resolveu amenizar dizendo:
- Posso conhecer a escola mais de perto? Começava então uma peregrinação pela escola impecável, sala após sala. A diretora parecia que ia explodir de tanto orgulho quando o homem mostrava apreço por tudo que via!
Mas, para surpresa de todos, o homem percebeu a horta de seu Jonas. Um lugar separado por um portão dos demais espaços da escola e que não era para ser notado. Os entulhos eram colocados ali, carteiras quebradas e o resto das reformas. Havia também um sapotizeiro tão alto que ninguém conseguia alcançar seus frutos e que trazia bastante sombra ao local. À sombra do sapotizeiro, seu Jonas resolveu fazer uma hortinha; hortaliças como coentro, cebolinha, alface, couve e pimenta malagueta, para enriquecer o almoço dos funcionários de dois turnos, que geralmente almoçavam na escola.

O “Homem Santo” perguntou à diretora o que pretendia fazer daquele lugar. Ela respondeu que estava esperando uma verba para então transformar aquele espaço em um laboratório de ciências. Foi quando o homem desafiou a diretora a perceber que ali já existia uma sala de aula a céu aberto, cheia de vida, cor, aromas, terra fértil, pequenos insetos e animais, coisas que atraem as crianças e mesmo sem muitos recursos aquele lugar poderia ser usado pela comunidade escolar para diversos fins.

Ele pediu para que o portão fosse aberto, arregaçou as mangas e começou a limpar o espacinho que sobrou da natureza na escola.
As ações daquele homem nos mostraram na prática, que um santo é, acima de tudo, um transformador. Acredita que a lama, a sujeira e a terra, devidamente cuidadas, geram vida e que um homem de Deus, deve encontrar os lugares doentes e escuros do mundo e levar ali a luz, saúde, esperança e vida.
Nosso homem Santo se foi depois de retirar os “entulhos” da nossa escola, deixando-nos mais ar e luz. Toda a escola passou a amar e cuidar daquele lugar carinhosamente.
Escolhemos um nome, num concurso interno em que todos os que faziam a escola puderam participar e votar. O vencedor, foi o nome escolhido por “Rato”, um colega que praticamente morava na escola, que conhecia todos os seus cantos e recantos e que amava a leitura. O lugar passou a se chamar Jardim do Éden, fazendo uma referência ao Éden bíblico o lugar onde Deus falava com o homem face a face .
Toda escola deveria ter um lugar onde se pudesse ver o céu; toda escola deveria ter um lugar onde se refugiassem todos os que estivessem tristes e então pudessem mexer com a terra, plantar, regar a horta, colher, comer, acompanhar o crescimento das plantas. Onde houvesse quem sabe, um jardineiro, homem simples, descomplicado como seu Jonas, que aos olhos dos sábios nada sabe, mas que sabe fazer do nada, nascer um jardim e isto é muito precioso.

Aquele lugar teria o seu próprio tempo, pois não estaria submisso a prazos, diários de classe ou burocracia qualquer. Neste lugar, o tempo é o tempo de maturação do fruto, o tempo do germinar das sementes e do farfalhar das folhas.

Tuesday, December 09th, 2008 | Author: Cora Schueler

Numa grande árvore, daquelas que a gente pode passar uma chuva e se refrescar no dia de calor, morava uma família de passarinhos.
Naquele dia, o Papai passarinho estava preparando, com cuidado, a última lição de treinamento dos seus filhotes. Ele já tinha ensinado a voar, a conseguir comida sozinhos, a escolher gravetinhos para a construção de um bom ninho, a achar água, essas coisas de passarinho.
Os filhotes, ansiosos por voar e ter aventuras, comeram muito rápido as suculentas lagartas e insetos que a mamãe passarinho tinha conseguido para eles e, fortalecidos, estavam prontos para os ensinos do Papai.
As aulas eram práticas, respeitando as habilidades de cada um. Quem avançava e fazia um bom vôo, por exemplo, era desafiado a fazer um vôo ainda mais alto. Se o vôo não fosse tão bom, o filhote era motivado a continuar tentando, sem desanimar, até conseguir.
Toda a família estava envolvida neste importante aprendizado. Afinal, preparar os filhotes é garantir a sobrevivência da espécie e Papai passarinho sabia muito bem disso, pois já havia vencido muitos dos desafios que um passarinho tem de enfrentar.

A delicadeza e pequenez dos passarinhos contrasta com o mundo grandioso dos humanos e dos predadores naturais. “Ainda bem que podemos voar acima deles!” - ensinou o Papai passarinho!
O que eles não imaginavam é que suas vidas iriam mudar radicalmente. Naquele dia, aquela linda família foi surpreendida por um ataque de pedras estilingadas de um grupo de garotos malvados que costumavam aterrorizar os passarinhos da região. As pedras que vinham de baixo para cima quebraram galhos, despedaçaram folhas e logo atingiu o ninho. O Papai tentou voar longe do ninho para atrair as pedras para o outro lado mas, nem assim, conseguiu proteger sua família.

Esquivou-se até onde pôde das pedras, mas logo foi alvejado e despencou árvore abaixo, caindo no chão. O mesmo aconteceu com a mamãe e dois dos filhotes, restando, apenas, o passarinho Zinho que, tendo aprendido a voar melhor que os seus irmãos, alcançou os galhos mais altos da grande árvore, ficando ali até que o ataque das pedras acabasse.
A última lição não chegou a ser ensinada pelo Papai passarinho, era a lição do canto. Um passarinho tem que aprender os vários tipos de cantos para se comunicar com os da sua espécie e com outros passarinhos também. O canto de alegria, o de perigo, o canto para atrair outros pássaros e até um canto especial para atrair a fêmea com quem o passarinho vai fazer uma nova família. O passarinho Zinho era, portanto, um passarinho que não cantava.

Silencioso e triste, Zinho permaneceu na grande árvore e não se arriscou mais a muitas aventuras. Ficava sempre nos arredores, temendo novos ataques.
Como não ouviam canto algum, os passarinhos que passavam por ali nunca se interessavam pela grande árvore. Afinal, se não há canto, não há pássaros, e se não há pássaros, não há nem bichinhos nem frutos bons de se comer. Por isso, o passarinho Zinho ficava sempre sozinho na árvore grande.
Certo dia, porém, quando Zinho se ajeitava para dormir, ouviu um barulho de algo caindo por entre os galhos da grande árvore até que, finalmente, chegou ao chão. Desconfiado, Zinho voou até lá para ver o que era. Pensem! Era um pássaro de asa machucada que, de tão cansado do esforço e da dor, tombara no chão. Zinho, então, falou baixinho:
- Coitado, mais um estilingado!
E solidário como seu Papai lhe ensinara a ser, carregou o passarinho para cima e o colocou num galho bem seguro, cheio de folhas novinhas. Depois, deu-lhe seiva da árvore e um pouco de orvalho para beber. E para comer, deu-lhe lagartinhas suculentas e insetos, tal como mamãe havia lhe ensinado.

Passados alguns dias, o pássaro machucado acordou, olhou ao redor e, percebendo que estava seguro, quentinho e de barriguinha cheia, começou a cantar bem alto, um canto lindo de alegria.
O Passarinho Zinho também ficou alegre quando ouviu aquele canto, pois viu que o pássaro já estava acordado e se sentindo mais forte. Em pouco tempo, estaria completamente curado, pensou ele.
Aproximando-se dele, disse que estava muito feliz por vê-lo melhor, e, em seguida, perguntou:

- Como devo chamá-lo?
- Pássaro Cantante! Foi você quem cuidou de mim? – perguntou o seu novo amigo.
- Fui eu, sim! Muito prazer, sou o Passarinho Zinho.
- Obrigado, amigo, como poderei recompensá-lo?
- Faça-me uma visita de vez em quando, pois sou muito solitário .
-Solitário, numa árvore deste tamanho?
- É que não sei cantar e isto que faz com que nenhum outro pássaro queira pousar por aqui.
E contou para o Pássaro Cantante toda a sua história triste, a tragédia ocorrida com a sua família e de como ficou órfão, pouco antes de aprender a lição de canto.
- Se for este o problema, Zinho, acho que posso ajudar. E a primeira coisa a fazer é mudar o seu discurso.
- Como assim? Não entendi!
- É que, para cantar, é preciso superar a dor e a tristeza de ter perdido sua família. Pare de falar dessa trágica história. Se fizer isso, irá cantar naturalmente, pois foi para cantar que você foi criado. Você precisa vencer o medo e sair daqui, ver tudo o que o Criador fez para que você desfrutasse e, depois, voltar no final do dia trazendo uma linda fêmea, construir seu ninho e trazer ainda mais alegria para este lugar, com a chegada dos barulhentos filhotes. Quando você se der conta, Zinho, esta árvore estará repleta de descendentes, muitos pássaros contentes e alegres povoando este lugar.
E puxando-o pela asa, gritou:
- Vamos lá, olhe para a frente, esqueça o passado e vamos lá, lá ,lá, laaaaaaaaaaaaa!

Graças às palavras do Pássaro Cantante, Zinho pediu ajuda ao Criador para perdoar ao menino humano que estinlingou sua família, agradeceu por estar vivo e por entender que há um propósito para ele existir. Em seguida, ensaiou suas primeiras notas e aprendeu a cantar.
Tudo estava acontecendo de acordo com o que o Pássaro Cantante havia lhe dito. Ele nascera para cantar e nada mais poderia impedi-lo de realizar aquilo.
Foi assim que o passarinho Zinho, alegre e agora também cantante, aceitou o conselho do seu amigo, construiu uma linda família que cresceu muito e acabou povoando a grande árvore, deixando-a mais alegre e cada vez atraindo mais vida para junto de si.

Tuesday, December 09th, 2008 | Author: Cora Schueler

Certa noite, a palhoça estava quente e fumosa por causa de uma fogueira que haviam acendido dentro dela, os índios então, armaram suas redes do lado de fora, para aproveitarem o frescor da noite. Lá na mata uma onça observava os índios cuidadosamente.

A chuva que estava passando por ali perguntou:

- O que a amiga está fazendo?

- Estou esperando que esses índios se ageitem, para que eu possa assustá-los! - Disse a onça toda orgulhosa.

- Mas elas não têm medo de você! - Disse a chuva fazendo pouco da onça.

A onça percebendo o pouco caso da chuva desafiou:

- Espere só e você verá!!

A onça então, usou o seu rugido mais feroz , se posicionou por trás da palhoça, e continuou rugindo fortemente por entre as árvores da mata fechada.

Os ídios ao ouvirem o rugido da onça, comemoraram dizendo:

- Amanhã nós vamos flechar a onça!

E uivavam como lobos: UUUUUUU!

- Vamos pegar os dentes dela e fazer um colar!

- UUUUUUU!

- Vamos pegar o couro dela para fazer um tambor!

- UUUUUUU!

-Vamos comer carne de onçaaaaaaaaa!!

- UUUUUUUUUUUUUUUUUU!

A chuva então com ar jocoso, disse para a onça.

- Eu não disse que eles não tem medo de você? Agora se a amiga quer ver correria preste atenção!

A chuva foi se aproximando da aldeia lentamente e encobriu todas as estrelas com pesadas núvens e a noite clara se transformou em um negro acinzentado. Chamou os ventos frios e fortes, chamou os raios que cortaram os céus e trovões assustadores que pareciam partir a terra ao meio. Os índios nem sequer esperaram as primeiras gotas caírem no chão e gritaram uns para os outros:

- Corre que lá vem chuva!

A chuva então desdenhou da onça, que a esta altura já estava humilhada, toda molhada e a procura de abrigo:

- Eles não têm medo de você , eles têm medo de mim!!

E assim é desde então , a chuva mete medo, a onça não!

Monday, December 08th, 2008 | Author: Cora Schueler

Paulo de Tarso, discípulo de Jesus Cristo.  Embora sua conversão tenha sido após a ascensão de Jesus, o ministério de Paulo, sua vida, ações a profundidade das revelações do mistério do evangelho, descritas em suas cartas, apontam para a intimidade com Jesus através da pessoa do Espírito Santo que, para isto foi enviado, tornar possível na ausência corpórea de Jesus na terra, fazer discípulos íntimos de seu mestre.

Para entender a Paulo, seu ministério de sucesso e suas muitas perseguições, é preciso recordar quem era Paulo antes do encontro com Jesus.
Saulo era fariseu, uma das mais radicais facções do judaísmo. Romano por nascimento e judeu por descendência, da tribo de Benjamim, Saulo era um temido perseguidor de cristãos.
Numa dessas perseguições quando ia pelo caminho de Damasco, uma luz muito forte o cegou, e uma voz tremenda e paradoxalmente mansa o fez parar.
- Saulo, Saulo, porque me persegues?
- Quem és Senhor?
- Eu sou Jesus, a quem persegues.

Tendo Jesus falado com ele, de forma sobrenatural, foi visitado por um homem chamado Ananias, que recebeu uma ordem de Deus para isso, pois Saulo estava orando.
Ananias obedece, visita Saulo, ora por ele lhe restitui a visão. Saulo descobriu a Jesus de Nazaré e que este era realmente o que dizia ser, o Filho de Deus.
Saulo se tornou aquilo que perseguia: um cristão. E passou a ser chamado de Paulo. Sua fama se espalhou rapidamente, pois em nome de Jesus fazia muitos milagres. Odiado entre os judeus pois entendiam que ele havia traído a sua religião, procuravam matá-lo. Entre os cristãos, também havia grande desconfiança a seu respeito. Muitos não acreditavam que sua conversão fosse veraz.
O ministério apostólico de Paulo tinha uma característica marcante, dedicou-se a pregar fora das fronteiras de Jerusalém. Viajou Europa e Ásia espalhando o evangelho por todo mundo conhecido. Fez três grandes viagens. Fundou igrejas, cuidou delas, como um pastor se envolvendo em questões particulares: entre o servo e seu senhor, entre filho e pai resolvendo questões de litígio entre irmãos ele era incansável: alimentava a fé de muitos irmãos com suas cartas circulares – cartas que eram endereçadas a uma igreja e logo depois circulavam por igrejas de outras regiões.

A expansão do evangelho através do ministério de Paulo foi surpreendente, sobrenatural pois todo o seu ministério foi marcado por muitas perseguições tal qual ele mesmo declara defendendo o seu ministério:

“Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, em frio e nudez…. Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem, e fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos.

” 2Cor. 24 – 33″

Prisão Romana

Preso, ele declarou: “sou embaixador em cadeias” suas prisões sendo domiciliares ou não, nunca conseguiram parar aquele que costumava dizer “… mas a palavra de Deus não está presa.” 2 Tim. 2:9

Mesmo alvo de traições, invejas, continuava um homem cheio de amor e era receptivo aos gestos de amor dos irmãos. “…Onesíforo, muitas vezes me recreou e não se envergonhou das minhas cadeias;” Seus companheiros de cela, carcereiros, soldados, a guarda pretoriana todos, eram alvos dos seus ensinos e eram impactados com a sua convivência. Por onde passava Paulo deixava um rastro de amor, ousadia e manifestações incontestáveis de um homem que havia estado com Jesus. “Fil 4:22 Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César.” Ele passou pela casa de Cezar, isto mesmo, como prisioneiro do Imperador Romano Cezar, e deixou santos ali.

A cada cidade em que chegava, seguia para a sinagoga mais próxima e ali ensinava.
Muitos ouviam o que Paulo falava. Judeus, curiosos, inimigos. Para ele pouco importava a nacionalidade, a raça ou religião, sua missão era ensinar a todos que Jesus é o Filho de Deus, Messias esperado.