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Tuesday, December 09th, 2008 | Author: Cora Schueler

Ilustrador: Valter Schueler

Certa vez, quando eu era menino, a escola em que eu estudava se preparou durante vários meses para receber a visita de uma autoridade religiosa. Ele era popularmente chamado de “Homem Santo” e ficou mundialmente conhecido pelo seu envolvimento em questões ambientais.
As salas de aula foram enfeitadas com os trabalhos feitos pelas crianças, sobre a natureza, solidariedade, preservação da Mata Atlântica, da Amazônia, bem como a fauna e flora típicas do nosso país. Toda a nossa comunidade escolar trabalhou até durante os finais de semana que antecederam a visita do tal homem.
As professora de música, Tia Clara Raquel, preparou as apresentações durante vários meses; duetos, tercetos, corais com todas as salas juntas, músicas instrumentais, enfim, estava tudo no maior capricho.
Um painel havia sido encomendado a um grande artista plástico, James Alves Martins, simbolizando a paz e a preservação do meio ambiente. Ficou lindíssimo e enfeitou ainda mais a quadra poliesportiva reformada, onde aconteceria o evento.
A diretora, os coordenadores e professores, estavam especialmente nervosos, revendo os detalhes, pois nada deveria passar despercebido, para que nossa escola causasse a boa impressão esperada ao homem importante que iria chegar.
No dia e horário previstos, um veículo estaciona à frente da escola. Eu observava de longe, com minha expectativa naturalmente curiosa de criança, para ver tão ilustre visitante. Quando as portas do veículo se abriram, várias pessoas desceram e eu reconheci um político, dois, três, todos de terno e gravata, alguns religiosos vestidos a caráter e… “cadê o homem?”
De repente, vestindo uma camiseta bem larga branca, alto, careca, com cavanhaque branco que contrastava com sua pele morena, jeans, e sandálias de couro nos pés, desce solene e sorridente da Van o “Homem Santo”. Mas onde estava a roupa elegante que me disseram que ele usaria? Seria ele mesmo?
Definitivamente ele não tinha a aparência que eu imaginara, e pelas caras que eu pude observar, eu não era o único a ficar surpreso. A confirmação veio quando vi os cumprimentos da diretora da escola, procurando as palavras, pois havia se preparado para demonstrar o respeito que a ocasião requeria, através de muita formalidade, mas esbarrou no sorriso, acompanhado de um forte abraço, daquele homenzarrão, ficando portanto sem palavras.
Do pátio mesmo, a visita oficialmente começou onde haviam montado um pequeno palco. Muita música, os corais mirins se apresentavam, muitas homenagens, presentes lhe eram entregues. E finalmente foi executada por todos os corais juntos, de Beto Guedes “O sal da terra”, a música que inspirara o artista a pintar o painel da quadra, inaugurada para os jogos da primavera.
Finalmente chegara a hora esperada, quando o ilustre homem iria fazer um discurso. A diretora com honra lhe passou a palavra. Ele pegou o microfone e começou seu discurso com a seguinte frase: “sou um homem de poucas palavras” e continuou:
“Acho importante que todas as escolas se preocupem com o meio ambiente. Mas crianças vejam bem, cá entre nós, costumamos falar de coisas tão distantes de nós, não é verdade? É a camada de ozônio, lá longe, acima da atmosfera, é o desmatamento lá na Amazônia, mas quero que pensem, a partir de hoje, no meio ambiente como algo bem próximo de vocês e façam a si mesmos esta pergunta: “O que eu posso fazer aqui e agora?” Tragam a visão mais para perto, como num binóculo que a gente vê tudo mais pertinho; Façam seleção de lixo, em casa; usem suas bicicletas com orgulho porque elas não poluem o meio ambiente e exercitam o corpo e mente de vocês; lembrem aos seus pais para não comprarem produtos que contenham CFC, um composto químico que destrói a camada de ozônio; Não joguem lixo nas praias, levem um saquinho para recolher o seu lixo tá bom?
Escrevam para o prefeito incentivando – o, dando sugestões e pedindo mais compromisso com o meio ambiente.
Com estas breves palavras ele encerrou o seu discurso e disse estar ali muito mais para ouvir do que para falar.
Nós alunos ficamos muito aliviados, mas a diretora ainda com a cara meio aflita, pensando certamente o que faria agora neste espaço de tempo sobrando.
O homem pareceu perceber a agonia de todos e resolveu amenizar dizendo:
- Posso conhecer a escola mais de perto? Começava então uma peregrinação pela escola impecável, sala após sala. A diretora parecia que ia explodir de tanto orgulho quando o homem mostrava apreço por tudo que via!
Mas, para surpresa de todos, o homem percebeu a horta de seu Jonas. Um lugar separado por um portão dos demais espaços da escola e que não era para ser notado. Os entulhos eram colocados ali, carteiras quebradas e o resto das reformas. Havia também um sapotizeiro tão alto que ninguém conseguia alcançar seus frutos e que trazia bastante sombra ao local. À sombra do sapotizeiro, seu Jonas resolveu fazer uma hortinha; hortaliças como coentro, cebolinha, alface, couve e pimenta malagueta, para enriquecer o almoço dos funcionários de dois turnos, que geralmente almoçavam na escola.

O “Homem Santo” perguntou à diretora o que pretendia fazer daquele lugar. Ela respondeu que estava esperando uma verba para então transformar aquele espaço em um laboratório de ciências. Foi quando o homem desafiou a diretora a perceber que ali já existia uma sala de aula a céu aberto, cheia de vida, cor, aromas, terra fértil, pequenos insetos e animais, coisas que atraem as crianças e mesmo sem muitos recursos aquele lugar poderia ser usado pela comunidade escolar para diversos fins.

Ele pediu para que o portão fosse aberto, arregaçou as mangas e começou a limpar o espacinho que sobrou da natureza na escola.
As ações daquele homem nos mostraram na prática, que um santo é, acima de tudo, um transformador. Acredita que a lama, a sujeira e a terra, devidamente cuidadas, geram vida e que um homem de Deus, deve encontrar os lugares doentes e escuros do mundo e levar ali a luz, saúde, esperança e vida.
Nosso homem Santo se foi depois de retirar os “entulhos” da nossa escola, deixando-nos mais ar e luz. Toda a escola passou a amar e cuidar daquele lugar carinhosamente.
Escolhemos um nome, num concurso interno em que todos os que faziam a escola puderam participar e votar. O vencedor, foi o nome escolhido por “Rato”, um colega que praticamente morava na escola, que conhecia todos os seus cantos e recantos e que amava a leitura. O lugar passou a se chamar Jardim do Éden, fazendo uma referência ao Éden bíblico o lugar onde Deus falava com o homem face a face .
Toda escola deveria ter um lugar onde se pudesse ver o céu; toda escola deveria ter um lugar onde se refugiassem todos os que estivessem tristes e então pudessem mexer com a terra, plantar, regar a horta, colher, comer, acompanhar o crescimento das plantas. Onde houvesse quem sabe, um jardineiro, homem simples, descomplicado como seu Jonas, que aos olhos dos sábios nada sabe, mas que sabe fazer do nada, nascer um jardim e isto é muito precioso.

Aquele lugar teria o seu próprio tempo, pois não estaria submisso a prazos, diários de classe ou burocracia qualquer. Neste lugar, o tempo é o tempo de maturação do fruto, o tempo do germinar das sementes e do farfalhar das folhas.

Tuesday, December 09th, 2008 | Author: Cora Schueler

Numa grande árvore, daquelas que a gente pode passar uma chuva e se refrescar no dia de calor, morava uma família de passarinhos.
Naquele dia, o Papai passarinho estava preparando, com cuidado, a última lição de treinamento dos seus filhotes. Ele já tinha ensinado a voar, a conseguir comida sozinhos, a escolher gravetinhos para a construção de um bom ninho, a achar água, essas coisas de passarinho.
Os filhotes, ansiosos por voar e ter aventuras, comeram muito rápido as suculentas lagartas e insetos que a mamãe passarinho tinha conseguido para eles e, fortalecidos, estavam prontos para os ensinos do Papai.
As aulas eram práticas, respeitando as habilidades de cada um. Quem avançava e fazia um bom vôo, por exemplo, era desafiado a fazer um vôo ainda mais alto. Se o vôo não fosse tão bom, o filhote era motivado a continuar tentando, sem desanimar, até conseguir.
Toda a família estava envolvida neste importante aprendizado. Afinal, preparar os filhotes é garantir a sobrevivência da espécie e Papai passarinho sabia muito bem disso, pois já havia vencido muitos dos desafios que um passarinho tem de enfrentar.

A delicadeza e pequenez dos passarinhos contrasta com o mundo grandioso dos humanos e dos predadores naturais. “Ainda bem que podemos voar acima deles!” - ensinou o Papai passarinho!
O que eles não imaginavam é que suas vidas iriam mudar radicalmente. Naquele dia, aquela linda família foi surpreendida por um ataque de pedras estilingadas de um grupo de garotos malvados que costumavam aterrorizar os passarinhos da região. As pedras que vinham de baixo para cima quebraram galhos, despedaçaram folhas e logo atingiu o ninho. O Papai tentou voar longe do ninho para atrair as pedras para o outro lado mas, nem assim, conseguiu proteger sua família.

Esquivou-se até onde pôde das pedras, mas logo foi alvejado e despencou árvore abaixo, caindo no chão. O mesmo aconteceu com a mamãe e dois dos filhotes, restando, apenas, o passarinho Zinho que, tendo aprendido a voar melhor que os seus irmãos, alcançou os galhos mais altos da grande árvore, ficando ali até que o ataque das pedras acabasse.
A última lição não chegou a ser ensinada pelo Papai passarinho, era a lição do canto. Um passarinho tem que aprender os vários tipos de cantos para se comunicar com os da sua espécie e com outros passarinhos também. O canto de alegria, o de perigo, o canto para atrair outros pássaros e até um canto especial para atrair a fêmea com quem o passarinho vai fazer uma nova família. O passarinho Zinho era, portanto, um passarinho que não cantava.

Silencioso e triste, Zinho permaneceu na grande árvore e não se arriscou mais a muitas aventuras. Ficava sempre nos arredores, temendo novos ataques.
Como não ouviam canto algum, os passarinhos que passavam por ali nunca se interessavam pela grande árvore. Afinal, se não há canto, não há pássaros, e se não há pássaros, não há nem bichinhos nem frutos bons de se comer. Por isso, o passarinho Zinho ficava sempre sozinho na árvore grande.
Certo dia, porém, quando Zinho se ajeitava para dormir, ouviu um barulho de algo caindo por entre os galhos da grande árvore até que, finalmente, chegou ao chão. Desconfiado, Zinho voou até lá para ver o que era. Pensem! Era um pássaro de asa machucada que, de tão cansado do esforço e da dor, tombara no chão. Zinho, então, falou baixinho:
- Coitado, mais um estilingado!
E solidário como seu Papai lhe ensinara a ser, carregou o passarinho para cima e o colocou num galho bem seguro, cheio de folhas novinhas. Depois, deu-lhe seiva da árvore e um pouco de orvalho para beber. E para comer, deu-lhe lagartinhas suculentas e insetos, tal como mamãe havia lhe ensinado.

Passados alguns dias, o pássaro machucado acordou, olhou ao redor e, percebendo que estava seguro, quentinho e de barriguinha cheia, começou a cantar bem alto, um canto lindo de alegria.
O Passarinho Zinho também ficou alegre quando ouviu aquele canto, pois viu que o pássaro já estava acordado e se sentindo mais forte. Em pouco tempo, estaria completamente curado, pensou ele.
Aproximando-se dele, disse que estava muito feliz por vê-lo melhor, e, em seguida, perguntou:

- Como devo chamá-lo?
- Pássaro Cantante! Foi você quem cuidou de mim? – perguntou o seu novo amigo.
- Fui eu, sim! Muito prazer, sou o Passarinho Zinho.
- Obrigado, amigo, como poderei recompensá-lo?
- Faça-me uma visita de vez em quando, pois sou muito solitário .
-Solitário, numa árvore deste tamanho?
- É que não sei cantar e isto que faz com que nenhum outro pássaro queira pousar por aqui.
E contou para o Pássaro Cantante toda a sua história triste, a tragédia ocorrida com a sua família e de como ficou órfão, pouco antes de aprender a lição de canto.
- Se for este o problema, Zinho, acho que posso ajudar. E a primeira coisa a fazer é mudar o seu discurso.
- Como assim? Não entendi!
- É que, para cantar, é preciso superar a dor e a tristeza de ter perdido sua família. Pare de falar dessa trágica história. Se fizer isso, irá cantar naturalmente, pois foi para cantar que você foi criado. Você precisa vencer o medo e sair daqui, ver tudo o que o Criador fez para que você desfrutasse e, depois, voltar no final do dia trazendo uma linda fêmea, construir seu ninho e trazer ainda mais alegria para este lugar, com a chegada dos barulhentos filhotes. Quando você se der conta, Zinho, esta árvore estará repleta de descendentes, muitos pássaros contentes e alegres povoando este lugar.
E puxando-o pela asa, gritou:
- Vamos lá, olhe para a frente, esqueça o passado e vamos lá, lá ,lá, laaaaaaaaaaaaa!

Graças às palavras do Pássaro Cantante, Zinho pediu ajuda ao Criador para perdoar ao menino humano que estinlingou sua família, agradeceu por estar vivo e por entender que há um propósito para ele existir. Em seguida, ensaiou suas primeiras notas e aprendeu a cantar.
Tudo estava acontecendo de acordo com o que o Pássaro Cantante havia lhe dito. Ele nascera para cantar e nada mais poderia impedi-lo de realizar aquilo.
Foi assim que o passarinho Zinho, alegre e agora também cantante, aceitou o conselho do seu amigo, construiu uma linda família que cresceu muito e acabou povoando a grande árvore, deixando-a mais alegre e cada vez atraindo mais vida para junto de si.

Tuesday, December 09th, 2008 | Author: Cora Schueler

Certa noite, a palhoça estava quente e fumosa por causa de uma fogueira que haviam acendido dentro dela, os índios então, armaram suas redes do lado de fora, para aproveitarem o frescor da noite. Lá na mata uma onça observava os índios cuidadosamente.

A chuva que estava passando por ali perguntou:

- O que a amiga está fazendo?

- Estou esperando que esses índios se ageitem, para que eu possa assustá-los! - Disse a onça toda orgulhosa.

- Mas elas não têm medo de você! - Disse a chuva fazendo pouco da onça.

A onça percebendo o pouco caso da chuva desafiou:

- Espere só e você verá!!

A onça então, usou o seu rugido mais feroz , se posicionou por trás da palhoça, e continuou rugindo fortemente por entre as árvores da mata fechada.

Os ídios ao ouvirem o rugido da onça, comemoraram dizendo:

- Amanhã nós vamos flechar a onça!

E uivavam como lobos: UUUUUUU!

- Vamos pegar os dentes dela e fazer um colar!

- UUUUUUU!

- Vamos pegar o couro dela para fazer um tambor!

- UUUUUUU!

-Vamos comer carne de onçaaaaaaaaa!!

- UUUUUUUUUUUUUUUUUU!

A chuva então com ar jocoso, disse para a onça.

- Eu não disse que eles não tem medo de você? Agora se a amiga quer ver correria preste atenção!

A chuva foi se aproximando da aldeia lentamente e encobriu todas as estrelas com pesadas núvens e a noite clara se transformou em um negro acinzentado. Chamou os ventos frios e fortes, chamou os raios que cortaram os céus e trovões assustadores que pareciam partir a terra ao meio. Os índios nem sequer esperaram as primeiras gotas caírem no chão e gritaram uns para os outros:

- Corre que lá vem chuva!

A chuva então desdenhou da onça, que a esta altura já estava humilhada, toda molhada e a procura de abrigo:

- Eles não têm medo de você , eles têm medo de mim!!

E assim é desde então , a chuva mete medo, a onça não!

Monday, December 08th, 2008 | Author: Cora Schueler

Paulo de Tarso, discípulo de Jesus Cristo.  Embora sua conversão tenha sido após a ascensão de Jesus, o ministério de Paulo, sua vida, ações a profundidade das revelações do mistério do evangelho, descritas em suas cartas, apontam para a intimidade com Jesus através da pessoa do Espírito Santo que, para isto foi enviado, tornar possível na ausência corpórea de Jesus na terra, fazer discípulos íntimos de seu mestre.

Para entender a Paulo, seu ministério de sucesso e suas muitas perseguições, é preciso recordar quem era Paulo antes do encontro com Jesus.
Saulo era fariseu, uma das mais radicais facções do judaísmo. Romano por nascimento e judeu por descendência, da tribo de Benjamim, Saulo era um temido perseguidor de cristãos.
Numa dessas perseguições quando ia pelo caminho de Damasco, uma luz muito forte o cegou, e uma voz tremenda e paradoxalmente mansa o fez parar.
- Saulo, Saulo, porque me persegues?
- Quem és Senhor?
- Eu sou Jesus, a quem persegues.

Tendo Jesus falado com ele, de forma sobrenatural, foi visitado por um homem chamado Ananias, que recebeu uma ordem de Deus para isso, pois Saulo estava orando.
Ananias obedece, visita Saulo, ora por ele lhe restitui a visão. Saulo descobriu a Jesus de Nazaré e que este era realmente o que dizia ser, o Filho de Deus.
Saulo se tornou aquilo que perseguia: um cristão. E passou a ser chamado de Paulo. Sua fama se espalhou rapidamente, pois em nome de Jesus fazia muitos milagres. Odiado entre os judeus pois entendiam que ele havia traído a sua religião, procuravam matá-lo. Entre os cristãos, também havia grande desconfiança a seu respeito. Muitos não acreditavam que sua conversão fosse veraz.
O ministério apostólico de Paulo tinha uma característica marcante, dedicou-se a pregar fora das fronteiras de Jerusalém. Viajou Europa e Ásia espalhando o evangelho por todo mundo conhecido. Fez três grandes viagens. Fundou igrejas, cuidou delas, como um pastor se envolvendo em questões particulares: entre o servo e seu senhor, entre filho e pai resolvendo questões de litígio entre irmãos ele era incansável: alimentava a fé de muitos irmãos com suas cartas circulares – cartas que eram endereçadas a uma igreja e logo depois circulavam por igrejas de outras regiões.

A expansão do evangelho através do ministério de Paulo foi surpreendente, sobrenatural pois todo o seu ministério foi marcado por muitas perseguições tal qual ele mesmo declara defendendo o seu ministério:

“Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, em frio e nudez…. Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem, e fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos.

” 2Cor. 24 – 33″

Prisão Romana

Preso, ele declarou: “sou embaixador em cadeias” suas prisões sendo domiciliares ou não, nunca conseguiram parar aquele que costumava dizer “… mas a palavra de Deus não está presa.” 2 Tim. 2:9

Mesmo alvo de traições, invejas, continuava um homem cheio de amor e era receptivo aos gestos de amor dos irmãos. “…Onesíforo, muitas vezes me recreou e não se envergonhou das minhas cadeias;” Seus companheiros de cela, carcereiros, soldados, a guarda pretoriana todos, eram alvos dos seus ensinos e eram impactados com a sua convivência. Por onde passava Paulo deixava um rastro de amor, ousadia e manifestações incontestáveis de um homem que havia estado com Jesus. “Fil 4:22 Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César.” Ele passou pela casa de Cezar, isto mesmo, como prisioneiro do Imperador Romano Cezar, e deixou santos ali.

A cada cidade em que chegava, seguia para a sinagoga mais próxima e ali ensinava.
Muitos ouviam o que Paulo falava. Judeus, curiosos, inimigos. Para ele pouco importava a nacionalidade, a raça ou religião, sua missão era ensinar a todos que Jesus é o Filho de Deus, Messias esperado.