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Wednesday, December 30th, 2009 | Author: Cora Schueler

A SURPRESA
Cora Schueler

Certa vez, no mundo das coisas inanimadas o presente surpresa de natal estava quase ultrapassando os limites do seu mundo, tal era a sua ansiedade e curiosidade para que alguém descobrisse o que havia dentro de si. Os objetos ao seu redor já não o agüentavam mais tanto que o ouviam dizer: é hoje, é agora, lá vem um humano pequeno chamado menino me abrir, lá vem, lá vem.
Só que atrás do humano pequeno havia sempre um humano maior que dizia: não! agora não, espere até a noite:
A nossa noite de natal!
O “Presente Surpresa então só não caiu porque havia algo dentro dele, e  estava junto aos outros presentes. Não demorou nem dez minutos lá estava ele outra vez ansioso e perguntando a todos os outros objetos e enfeites da casa se já era o natal.
O Sr. Lustre de Cristal, um dos objetos mais antigos da casa e respeitado por todos pela sua posição e função de irradiar a luz, irritado com a ansiedade do presente surpresa, queria acabar com aquela euforia e disse:
- O Natal que você tanto espera será o seu fim! Alguém irá abrir você, se alegrará pelo que você trás aí dentro e por fim descartará você, que se tornará um pacote vazio, um saco guardado, num saco de lixo!
Todos que o ouviam ficaram chocados, depois de tanto glamour no natal… virar lixo. Ai que horror!
_ Sr. Lustre de Cristal não tem algo melhor para dizer!
_ Coitadinho! - Diziam todos.
Mas foi quando a cadeira do vovô pediu a palavra e disse ao Sr. Lustre de Cristal:
_ Você pode ser antigo Sr. Lustre de Cristal, mas parece que isto não lhe trouxe muita sabedoria. Você está aí no alto, com uma visão privilegiada pode ver a todos nós e ainda reflete luz nos seus cristais. Percebo que ficou orgulhoso… e o orgulho impede que você veja claramente. Estou a muitas gerações nesta família e sei que eles têm uma tradição de Natal: é que, além dos presentes trocados por todos, o chefe da família sempre traz um presente surpresa, que é para todos. É um presente coletivo, uma benção que todos podem usufruir e sempre traz alegria à família. Todos desta família grande esperam muito por essa surpresa, que é aberta depois de todos os outros presentes. E digo mais Sr Saquinho de Surpresa, você não é a sua embalagem! Não é mesmo!… Você é o que você é por dentro e quando você for aberto sairá de sua casca e será como um de nós, um objeto útil a essa família e todos gostarão de você.
O Sr Saquinho Surpresa então, agradecido, se acomodou tranqüilo entre os outros presentes e esperou a sua hora chegar:
Som de passos se ouviram. Os objetos sabem que não podem conversar quando os humanos estão perto e se calaram. Então a sala se encheu de pessoas. A festa começou os presentes foram trocados. A alegria encheu a sala e o coração de todos que ali estavam.
E finalmente chegou a hora do presente coletivo!
O vovô, patriarca da família, sentou-se então em sua cadeira e, muito animado, disse:
_ Este ano eu preparei algo especial. Venham se aninhar aqui perto de mim, meus filhos e netos, porque o presente coletivo deste ano ééééééé… ouvirmos juntos a verdadeira história do Natal.
O vovô abriu o presente surpresa e tirou de dentro dele um livro maravilhoso… e começou a contar a mais bela histórias de todas.
E todos ouviram, juntos:

A história do homem não foi sempre assim, tudo que vemos de dor e tristeza começou quando o homem desobedeceu a Deus, o pecado entrou no mundo e o homem se afastou de Deus. Deus disse ao homem, a mulher e ao inimigo o que aconteceria com eles agora que tinham desobedecido.
Mas Deus cheio de amor pelo homem, também fez uma promessa, que um dia o descendente da mulher acabaria com o mau. Esse descendente é Jesus, a promessa de Deus se cumpriu.

Música 1 - TUDO COMEÇOU ASSIM… (Cora Schueler)

Tudo começou com Deus
Criando tudo
Mas  no Homem fez à sua imagem
Para conversar,
para conviver
Para desfrutar de sua presença
Então chegou o dia mau
O homem desobedeceu
E entregou seu coração
Ao inimigo que mentiu

Então caiu se separou de Deus
O pecado entrou no mundo
Deus fez a promessa , salvação
Que o descendente da mulher,
pisaria o mal
Foi assim que Deus criou o Natal
Jesus é a  promessa do Natal

Se cumprindo o tempo  que Deus planejou, ele enviou o anjo Gabriel para anunciar a Maria, uma humilde jovem que ela foi escolhida para ser a mãe do salvador e anunciou também ao seu noivo José, o ente santo que estava para nascer, e que José cuidaria deles.

Música 2 - O RECADO DO ANJO GABRIEL (Cora Schueler)
Maria você recebeu
Uma missão  especial
Dentro de você será gerado
Do Espírito Santo, o filho de Deus
Ele é Santo, Ele é Amado
Prometido, Esperado,  Príncipe da Paz!
Maravilhoso, Conselheiro.
Deus forte, Desejado O Príncipe da Paz
José você também terá
Uma missão especial
Cuide da mamãe e do menino
Pois ele é santo, o filho de Deus
Passados os meses, o menino Já estava para nascer quando o Rei ordenou a contagem das pessoas nas cidades onde nasceram. Maria e José tinham que fazer uma viagem para a pequena cidade de Belém. Chegando lá a cidade estava cheia de gente, e não encontraram lugar para se hospedarem.

MUSICA 3 – NÃO HAVIA LUGAR  (Cora Schueler)- Lucas 2:7
Palmas – OH de casa!!!! (voz de um Homem)

Oh de casa, Ninguém abriu,
( Palmas  ), ninguém ouviu!
José bateu, de porta em porta
A porta não abriu, em Belém
Não há lugar, Tudo está cheio
Nenhuma casa ou hospedaria
Esperam por José e Maria
Finalmente alguém teve compaixão daquela família e cedeu um lugar, um estábulo, José acomodou Maria e ali naquele lugar muito simples, e ali nasceu Jesus o filho de Deus!
Magos vieram do oriente, guiados por uma estrela e foram ao palácio falar com o rei, mas não era ali que Jesus estava, quando saíram do palácio,  foram guiados pela mesma estrela que só parou na casa onde Jesus estava. Eles ficaram muito alegres e lhe entregaram preciosos presentes ao rei Jesus: ouro, incenso e mirra.

MÚSICA 4 - Retorno à Adoração (Cora Schueler) (Mateus 2.10 - 11.)

Os magos levaram presentes ao Rei, ao Rei, ao Rei Jesus!
Eu trago meu presente Rei, recebe também!
Os magos levaram presentes os Rei, ao Rei, ao Rei Jesus!
Eu trago meu presente Rei, recebe também!
Trago minha obediência à tua Palavra Rei,
O que eu ouvi vou praticar
O que eu li vou praticar
O que eu aprendi vou praticar
E assim te adorar, Rei
E assim te adorar, Rei…

Quem recebe Jesus como seu salvador, recebe em sua vida o cumprimento da promessa de Deus de destruir o mau e terá como companheiro inseparável e amigo, o Rei dos reis e Senhor dos senhores!

Música 5 - COMPANHEIRO MEU (Cora Schueler)

Te dou graças pela vida
Graças pelo amor Jesus
Te dou graças porque você me amou e veio
Te dou graças por que agora eu caminho contigo
Companheiro meu, amado meu , amigo, Deus
Companheiro meu, amado meu , amigo.

São tantas as coisas que acontecem no final do ano, quando se comemora o Natal, que muitas vezes as compras e a correria roubam o precioso sentido do natal. É preciso parar tudo e viver Jesus, a promessa do Natal, todos os dias dentro de nós.

Música 6 - Pare é natal (Cora Schueler)
É natal pare um instante
É natal respire este ar
A correria das compras não pode apagar
Que Jesus nasceu
O amor desceu é natal
Dentro de nós
É natal pare um instante
É natal respire este ar
O pisca-pisca que brilha não pode ofuscar
Que Jesus nasceu …
O amor desceu é natal
Dentro de nós
É natal, É natal, É natal,
Dentro de nós

Final da apresentação com canto e coreografia!

Nas mãos do velho contador de histórias, o livro maravilhoso se deixava folhear com uma alegria imensa, indescritível. Num certo momento olhou para baixo e viu aos pés do vovô um saquinho de presentes todo amassado e se lembrou das palavras da cadeira sábia. Ele sabia agora, orgulhoso e emociona
do, que não era o Sr. Saquinho Surpresa (aquela era apenas a sua capa), mas sim, o Sr. Livro de Histórias Eternas,  mais brilhante que qualquer lustre do mundo, pois não precisava de lâmpadas para brilhar: tem luz própria na voz dos homens que narravam seus contos.

Tuesday, December 15th, 2009 | Author: Cora Schueler

Naquela época, estou falando do primeiro século depois de Cristo, todo o Mundo Ocidental, era dominado por Roma, com seu sistema de leis e de comunicação que era viabilizado por suas estradas, literalmente todos os caminhos levavam a Roma. A religiosidade e cultura influenciadas pela Grécia, belicamente mais fraca e culturalmente fortíssima,  marcaria não só a poderosa Roma, como a Cultura Ocidental para sempre.

O que os Gregos e Romanos, orgulhosos Senhores do saber e do mundo, não poderiam imaginar é que entre os seus dominados, entre a ralé, na pequena Judéia, nasceria um homem que impactaria o mundo, dividiria a história sem força e sem violência, com a prática do bem e do amor. Poderoso em obras e palavras, confundia os sábios e entendidos, deixava a todos admirados com sua doutrina ao ponto de dizerem: “nunca vimos tal coisa !” e ainda: “Quem é este que até o vento e mar lhe obedecem?” Este é Jesus!!

Imagem do Filme "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson

Jesus Cristo andava fazendo o bem, ensina com excelência, conta histórias com temas simples do cotidiano dos que o ouviam. Ilustrava os seus ensinos com o que estava ao seu redor, “olhai as aves dos céus…”, “Pode por acaso um cego guiar outro cego no mesmo caminho?”.
Ele se compadecia, chorava, se alegrava em curar, surpreendia-se com a grande fé de alguns gentios à margem do poder religioso judaico, e a pequenez da fé dos religiosos que se diziam assentados na cadeira de Moisés. Diante da dúvida “Se queres podes curar-me” ele simplesmente disse: Quero!

Afirmava ser Deus o seu Pai, para quem ele de forma obediente adentrou à natureza humana, “nascido de mulher”, nascido sobre a lei”. Nasceu como homem, no tempo próprio, “na plenitude dos tempos”. Desenvolve um ministério de exatos três anos, cumpre tudo o que estava escrito ao seu respeito desde Moisés até os profetas.

O mestre Jesus, ensinou plenamente, além das palavras ensinou com a vida, deixou-se humilhar tomando forma de servo, tornando-se semelhante aos homens. Humilhou-se com o pior tipo de morte, a morte de cruz; e com ela se fez maldito por todo o homem.

Imagem do filme "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson

Vence a morte. Ressuscita ao terceiro dia como havia dito que faria, e durante quarenta dias é visto por muitos irmãos. Consola os discípulos, come peixe com eles, trata de forma especial com Pedro e com Tomé. E por fim, lhes dá instruções sobre a descida do Espírito Santo que atuaria como ensinador, consolador e passa a habitar dentro do homem que crê, manifestando-se através de sinais sobrenaturais ilimitados. Como sou limitada eu só posso  citar aqui alguns como: línguas estranhas, revelações proféticas, visões, entendimento das Escrituras Sagradas, cuja interpretação é única, mas as aplicações do Espírito Santo são infinitas e ainda transportar-se de um lugar para o outro.

Jesus volta para o seu Pai deixando muitos discípulos. Sem distinção de raça, cor, idade ou condição social. Ordenou-lhes que ficassem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder acontecimento descrito no livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 2 e através da pessoa do Espírito Santo, enviado para tornar possível, na ausência corpórea de Jesus na terra, fazer multiplicadores capacitados no mesmo nível dos discípulos que Jesus fez, discípulos íntimos de seu mestre. Estes, disse Jesus, através do Espírito Santo poderão fazer coisas ainda maiores dos que as que ele fez.

Ordenou-lhes ainda “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura… estes sinais seguirão aos que crêem, em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.”

(Mc 16:15,17-18)

Monday, December 07th, 2009 | Author: Cora Schueler

Ilustração:Valter Schueler


Naquele inverno chuvoso, soldados desfilam pomposos durante solene velório. Aquele mórbido evento exigia demoradas homenagens: espadas brilhantes enfileiradas, canhões lançavam bonita fumaça enquanto atiravam. Elitizada artilharia, demonstrava treinamento bélico poderoso, honrando importante defunto.

Merecidas homenagens! comentavam unânimes companheiros combatentes. Ilustríssimo General Austárquio Bezerra, conhecido mundialmente, lutara bravamente implantando democracias.

Momento difícil, submissos soldados, sargentos, tenentes costumavam entitular-se patentes Austarquianas, gracejavam respeitosamente enquanto passava imponente General.

Existência secular, tornou-o tolerante, acsessível,próximo conversando longamente, ensinando importantes assuntos refletindo experiências próprias. Austárquio Declarava constantemente: “Morrerei alegre certamente representando amados compatriotas, brasileiros independentes igualmente fronteiras soberanas”.

Tivera humilde infância outrora, dolorosa, silenciosa, enquanto acompanhava-o ríspido padrasto, tornando-o criança entristecida. Falava pouquíssimo, acontecendo posteriormente encantadora velhice, torna-se venturoso falante. General Austárquio possuía vivências riquíssimas portanto mostrava extraordinária sabedoria. Morrera lúcido, levando precioso centésimo – décimo aniversário comemoradíssimo juntamente daqueles amigos diversos angariados, conquistados devido incontestável generosidade.

Figura pública apaixonante, venerava patrióticos Setembros. Desfilava anualmente. Aquele emocionado “Pracinha”, agora emocionava companheiros naquele derradeiro desfile. General Austarquio deixou-nos saudosa existência terrestre, continuando certamente vívido combatente, entretanto, celeste.

Incontáveis lembranças povoarão a memória daqueles próximos colegas, guerreiros rendidos, mediante vontade Divina.