Monday, December 08th, 2008 | Author: Cora Schueler

Paulo de Tarso, discípulo de Jesus Cristo.  Embora sua conversão tenha sido após a ascensão de Jesus, o ministério de Paulo, sua vida, ações a profundidade das revelações do mistério do evangelho, descritas em suas cartas, apontam para a intimidade com Jesus através da pessoa do Espírito Santo que, para isto foi enviado, tornar possível na ausência corpórea de Jesus na terra, fazer discípulos íntimos de seu mestre.

Para entender a Paulo, seu ministério de sucesso e suas muitas perseguições, é preciso recordar quem era Paulo antes do encontro com Jesus.
Saulo era fariseu, uma das mais radicais facções do judaísmo. Romano por nascimento e judeu por descendência, da tribo de Benjamim, Saulo era um temido perseguidor de cristãos.
Numa dessas perseguições quando ia pelo caminho de Damasco, uma luz muito forte o cegou, e uma voz tremenda e paradoxalmente mansa o fez parar.
- Saulo, Saulo, porque me persegues?
- Quem és Senhor?
- Eu sou Jesus, a quem persegues.

Tendo Jesus falado com ele, de forma sobrenatural, foi visitado por um homem chamado Ananias, que recebeu uma ordem de Deus para isso, pois Saulo estava orando.
Ananias obedece, visita Saulo, ora por ele lhe restitui a visão. Saulo descobriu a Jesus de Nazaré e que este era realmente o que dizia ser, o Filho de Deus.
Saulo se tornou aquilo que perseguia: um cristão. E passou a ser chamado de Paulo. Sua fama se espalhou rapidamente, pois em nome de Jesus fazia muitos milagres. Odiado entre os judeus pois entendiam que ele havia traído a sua religião, procuravam matá-lo. Entre os cristãos, também havia grande desconfiança a seu respeito. Muitos não acreditavam que sua conversão fosse veraz.
O ministério apostólico de Paulo tinha uma característica marcante, dedicou-se a pregar fora das fronteiras de Jerusalém. Viajou Europa e Ásia espalhando o evangelho por todo mundo conhecido. Fez três grandes viagens. Fundou igrejas, cuidou delas, como um pastor se envolvendo em questões particulares: entre o servo e seu senhor, entre filho e pai resolvendo questões de litígio entre irmãos ele era incansável: alimentava a fé de muitos irmãos com suas cartas circulares – cartas que eram endereçadas a uma igreja e logo depois circulavam por igrejas de outras regiões.

A expansão do evangelho através do ministério de Paulo foi surpreendente, sobrenatural pois todo o seu ministério foi marcado por muitas perseguições tal qual ele mesmo declara defendendo o seu ministério:

“Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, em frio e nudez…. Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem, e fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos.

” 2Cor. 24 – 33″

Prisão Romana

Preso, ele declarou: “sou embaixador em cadeias” suas prisões sendo domiciliares ou não, nunca conseguiram parar aquele que costumava dizer “… mas a palavra de Deus não está presa.” 2 Tim. 2:9

Mesmo alvo de traições, invejas, continuava um homem cheio de amor e era receptivo aos gestos de amor dos irmãos. “…Onesíforo, muitas vezes me recreou e não se envergonhou das minhas cadeias;” Seus companheiros de cela, carcereiros, soldados, a guarda pretoriana todos, eram alvos dos seus ensinos e eram impactados com a sua convivência. Por onde passava Paulo deixava um rastro de amor, ousadia e manifestações incontestáveis de um homem que havia estado com Jesus. “Fil 4:22 Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César.” Ele passou pela casa de Cezar, isto mesmo, como prisioneiro do Imperador Romano Cezar, e deixou santos ali.

A cada cidade em que chegava, seguia para a sinagoga mais próxima e ali ensinava.
Muitos ouviam o que Paulo falava. Judeus, curiosos, inimigos. Para ele pouco importava a nacionalidade, a raça ou religião, sua missão era ensinar a todos que Jesus é o Filho de Deus, Messias esperado.

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One Response

  1. 1
    Michelle 
    Monday, 6. July 2009

    Olá Cora,

    Gostei muito do resumo, continua escrevendo outras histórias da Bíblia! Na linguagem atual com certeza muitas pessoas vão ter mais interesse em conhecer a vida e importância dos personagens da Bíblia.

    Que Deus te abençoe!

    Michelle

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